Fernando Grade, Portuguese citizen, writer and poet, plastic artist, critic of art. He uses two heteronyms to divulge his literary work: Abel Sabaoth (born in Porto, 1936, teacher of Latin) and Aal Aarão (born in Lisboa, 1950, economist). Together with other poets of his generation he established the "Portuguese Disintegration Movement" which manifesto was published in 1965. Probably he is its most productive and legitimate representative. He still founded and co-ordinates the oldest poetry notebooks continuously issued in Portugal since 1977, "Viola Delta", Edições Mic. He was a town councillor for Cascais Municipality, 1977/79, founder-member of the "Portuguese Writers Association" and his director from 1976 to 1978.

Illuminated and symbolic poet he creates texts of unusual beauty and rhythm where an assimilated erudition and a tense irony, very often provocative, build the skeleton of his personal and original sensibility and wit. For him the word has no secrets and the speech, full of genuine and unforeseen metaphors, hits our minds and stomachs with punches.
As a plastic artist his extended production of designer, painter, collage's maker, sculptor and illustrator is generally subordinated to two great themes:"Theory of Mobs" and "Perverse Collages / Paper Sculptures". Here we can see the author's preoccupation with putting his profitable and permanent creativity under two large hats to avoid his dispersion through other random areas with no added-worth to him. We also can recognize the artist's "disintegration" profile. The whole of his graphic representations is in the junction / union of the parts as puzzles' pieces an attentive observer must visually re-distribute in order to interpret the artist's aim. I have the grateful pleasure of being a personal friend of him. To fill my pride and honour some of my texts have been illustrated by him providing them with an appreciable added-worth.
Fernando Grade, cidadão Português, escritor e poeta, artista plástico, crítico de arte. Usa dois heterónimos para divulgar o seu trabalho literário: Abel Sabaoth (nascido no Porto, 1936, professor de Latim) e Aal Aarão (nascido em Lisboa, 1950, economista). Com outros poetas da sua geração foi fundador do Movimento Desintegracionista Português cujo manifesto foi publicado em 1965. Provavelmente é o seu mais produtivo e legítimo representante. Fundou ainda e coordena os mais antigos cadernos de poesia que se editam continuamente em Portugal desde 1977, Viola Delta, Edições Mic. Foi autarca, vereador da Câmara Municipal de Cascais, 1977/79, sócio-fundador da Associação Portuguesa de Escritores e seu director de 1976 a 1978.
Poeta iluminado e simbólico cria textos de invulgar beleza e ritmo, onde uma erudição assimilada e uma ironia tensa, frequentemente provocatória, constituem o esqueleto da sua muito original sensibilidade e inteligência. A palavra para ele não tem segredos e o seu discurso, pleno de metáforas genuinas imprevistas, atinge-nos o pensamento e o estômago como murros.

Como artista plástico a sua extensa produção como desenhador, pintor, colagista, escultor e ilustrador é geralmente subordinada a dois grandes temas: "Teoria das Multidões" e "Colagens Perversas / Esculturas de Papel". Vê-se aqui a preocupação do autor em arranjar dois grandes chapéus que abriguem e disciplinem a sua criatividade profícua e permanente, sem se dispersar por áreas aleatórias que nada lhe dizem, nem acrescentam. Reconhece-se também aqui o perfil "desintegracionista" do artista plástico. O todo das suas representações gráficas encontra-se na junção / união dos elementos que as compõem, como peças de um puzzle que o observador atento necessita de redistribuir visualmente para lhe interpretar a intenção.


Tenho o grato prazer de o conhecer e ser seu amigo pessoal. Com muita honra e algum orgulho diversos textos de minha autoria foram por ele ilustrados, acrescentando-lhes uma apreciável mais-valia.

by Armando Taborda, July 14, 08

(1st edition, 2015; 2nd edition, 2017)