«[as] pessoas, inicialmente, imaginam e definem o mundo e em seguida o observam.» (Paula Guerra)
Esta frase foi tirada de um artigo de Paula Guerra sobre o livro de Marcos Pereira «Psicologia social dos estereótipos».
Tarefas:
1. Ler o artigo todo:
aqui
2. Aqui neste fórum, apoiando-te no artigo e no que estudaste sobre os estereótipos, explica como é que, como diz a frase acima transcrita, um estereótipo é fruto da imaginação e uma definição do mundo anterior à observação. Deves fazer pelo menos uma citação do artigo e, se quiseres, acompanha o teu texto com exemplos concretos (podes, e deves, interagir com os outros participantes - participa as vezes que entenderes).
ATENÇÃO: devem ter cuidado ao participarem para responderem de forma adequada. A primeira participação deve ser feita em «Reply to this topic», depois, se quiserem, ou se tiverem de fazer outras participações, clicam em «reply» por debaixo da participação a que estão a responder.
Devem voltar regularmente a este forum antes de passar para o nível seguinte deste IQuest, pois pode acontecer que tenham de voltar a participar no debate.
R Rojao says:
De facto a sociedade, ou o grupo, é que definem a instalação do estereótipo nas pessoas. Por exemplo se vivesse na Alemanha se calhar já não achava as suecas belas e loiras, já que na Alemanha há bastantes loiras. Mas nunca saberei , porque o meu estereótipo das suecas, já está definido de acordo com a cultura e sociedade em que estou inserido, ou seja, "A interpretação estaria fundamentalmente associada à cultura, que determinaria de forma estereotipada a noção interna sobre o mundo externo". Na minha imaginação do estereótipo cubano, posso dizer que os cubanos são bons médicos, ou que os chineses são muito trabalhadores, estes são estereótipos de acordo com o meu grupo. Nunca saberei ao certo, como eles são exactamente se não for à China ou a Cuba. Daí o estereótipo ser uma opinião formada, de acordo com os códigos da cultura, para se analisar o mundo antes mesmo de observá-lo.
Manuel Galrinho edited this reply 4 years ago.
Manuel Galrinho edited this reply 4 years ago.
R Rojao says:
Manuel Galrinho edited this reply 4 years ago.
Maria João says:
Apesar da simplificação que está intríseca ao "estereotipar" e da ausência, muitas vezes, de características que permitam englobar um certo número de pessoas num mesmo grupo, é certo que o estereótipo tem a sua razão de ser (como disse R Rojao, "Por exemplo se vivesse na Alemanha se calhar já não achava as suecas belas e loiras, já que na Alemanha há bastantes loiras. Mas nunca saberei , porque o meu estereótipo das suecas, já está definido de acordo com a cultura e sociedade em que estou inserido" - ele associa raparigas loiras a alemãs porque, de facto, há muitas loiras na Alemanha).
De notar que as pessoas não aceitam simplesmente um estereótipo ou um preconceito só porque "o outro disse". Podem avaliar a situação a aceitá-la ou não (podendo depender, aí assim, da pressão do grupo ou outros). Por isto, discordo de R Rojao, que afirma "O espírito critico não está presente na formação dos estereótipos, porque os estereótipos só se formam a partir da influência, quer da sociedade, quer dos grupos em que as pessoas estão inseridas.". Mesmo como disse Marcos Pereira, "Isso em razão de estereótipos não serem inatos e serem modificados com o tempo, pois as informações não são absorvidas, mas interpretadas, avaliadas, elaboradas, organizadas e armazenadas, em um processo influenciado pelas variáveis pessoais. ". Não nos sendo o estereótipo inato mas sim apreendido, podemos concordar com ele ou não, por mais que alguns factores possam influenciar a nossa aceitação desse mesmo estereótipo. Esta aceitação pode estar interligada com uma série de factores, mas o motivo mais plausível é a estranheza, a diversidade, a complexidade que o mundo nos oferece. Sendo nós um pequeno ser inserido neste tão grande mundo, temos de encontrar maneiras de o categorizar, dividir, e então entendê-lo.
Para estarmos então preparados a este choque que é a vida social, tendemos a "imaginar e definir o mundo" (Paula Guerra) - através dos estereótipos e da simplificação que nos oferecem - para em seguida o "observar", sendo essa observação não livre, mas presa aos cânones de um pré-julgamento. Metaforicamente, podemos afirmar que vemos pois o mundo através de uns óculos com uma graduação medida em número de estereótipos. Não nos apercebemos como distorcem a realidade do mundo em frente aos nossos olhos, pois tudo fica mais claro e perceptível. Pensamos ver o mundo exactamente como ele é - em liberdade de espirito - mas na verdade, vamo-nos enganando aos poucos.
Manuel Galrinho edited this reply 4 years ago.
É evidente que não aceitamos um estereótipo só «porque o outro disse». Depende do poder do «outro» e depende da nossa formação. Se assim não fosse teriamos todos os mesmos estereótipos.
Não entendo bem a razão que a leva a discordar do Rojao. O facto de podermos dizer «não» a determinados estereótipos não prova que exista na sua formação um espírito crítico. O estereótipo já existia antes de dizermos «não». Nós, cada um individualmente, não inventa propriamente estereótipos, eles já existem, nós crescemos no meio deles. Eu pedi-vos para verem o Matrix, a dada altura Morpheus diz a Neo a propósito do programa que construia a «realidade»: «o Matrix está por todo o lado».
Podemos ver a questão ainda de outro ponto de vista: onde está o espírito crítico de quem aceita um estereótipo?
Não quer explicar melhor a sua crítica à frase do Rojao? Como a colocou não está muito bem fundamentada. Será que pretendia dizer outra coisa?
Ficamos à espera.
Maria João replies:
Quanto à questão "Onde está o espírito crítico de quem aceita um estereótipo?", o que tenho a acrescentar é que, sendo um estereótipo formado pela sociedade em geral, tem, à partida, facilidade em ser aceite (pela maioria), sem grande reflexão. Mas quem se debruce sobre o assunto pode ainda assim aceitá-lo, ou não, concordar com esta imagem simplificada (devido a experiências anteriores) ou não, chegando à conclusão que a simplificação é excessiva e errada.
Ana Isabel says:
Os estereótipos resultam da forma como encaramos o que nos rodeia. Uma análise feita da parte para o todo. Onde, sendo impossível recolher e compreender toda a informação fornecida pelo exterior, o indivíduo utiliza um processo simplificado de categorização,
concedendo certos significados às características dos outros, de maneira a poder ordenar e integrar estes dados.
Assim, pessoas que apresentem semelhanças nas suas atitudes, aparência, são classificadas do mesmo modo. A informação complexa sobre outro indivíduo é ‘quebrada’ de maneira a ser compreendida, por parte do sujeito, dando-lhe a possibilidade de analisar, em encontros futuros, mais rápida e eficazmente.
No entanto, esta simplificação feita sobre a imagem do outro, nem sempre corresponde à realidade. Por exemplo, numa turma nova um colega que apresente boas notas e se comporte bem nas aulas, poderá ser classificado como uma aluno empenhado ou até ‘marrão’. Mas com o passar do tempo, poderemos nos aperceber que na verdade o colega era um aluno desleixado e apenas tinha uma excelente memória.
Apesar disso, é este padrão de atributos de pessoas e grupos que permite ao sujeito definir o lugar dos outros na sociedade e consequentemente o seu. Confere uma certa segurança ao indivíduo, um tipo de guia de como se comportar perante alguém e o que esperar dos outros.
Esta rede na qual se baseia a interacção social, possibilita que um grupo alargado de pessoas partilhe a mesma visão e opinião em relação a certos estereótipos. “O mundo estaria ordenado por códigos, passados de geração a geração, favorecendo a estereotipia, que por função defenderia as tradições culturais e posições sociais”. Podendo mesmo influenciar outros a integrarem estes estereótipos mesmo antes de serem confrontados com as pessoas a que são dirigidos. Logo, já teriam definido o mundo e as pessoas à sua volta muito antes de entrarem em contacto.
«No entanto, esta simplificação feita sobre a imagem do outro, nem sempre corresponde à realidade.»
A frase, tenha sido a sua intenção ou não, dá a ideia que os estereótipos correspondem à realidade, ainda que nem sempre aconteça. Eu pergunto-me se alguma vez correspondem à realidade. Será que correspondem, no sentido de representarem objectivamente o real?
R Rojao says:
Cliquem nesta imagem para acederem a um post onde se relaciona estereótipo com «espírito crítico», talvez possa a judar. é o post n.9 de h5n1.
No excerto que já vimos em que é que a rapariga loura fundamenta o seu preconceito face ao colega? [clica na imagem de baixo para reveres o vídeo]
Manuel Galrinho edited this reply 4 years ago.
R Rojao says:
Manuel Galrinho edited this reply 4 years ago.
margas says:
vanicocas says:
Com a socialização vamos sendo “injectados” com uma grande dose de estereótipos. Cada sociedade tem os seus estereótipos, a nossa sociedade educa-nos conforme aos estereótipos da nossa cultura. Antes de pensarmos acerca dos estereótipos já temos “uma opinião formada, de acordo com os códigos da cultura, para se analisar o mundo antes mesmo de observá-lo.”, é isto que a nossa sociedade nos incute.
Podemos designar os estereótipos por “tradição de família”, eles são “passados” de geração em geração, formando assim, por exemplo, a ideia do estereótipo da mulher americana (loira e elegante).
No dia-a-dia as pessoas agem em função dos estereótipos, para manter a sua posição social e as tradições culturais e se alguém não seguir esses padrões estereotipados é descriminado pela sociedade onde vive.
Em suma, a sociedade incute-nos um conjunto de estereótipos antes mesmo de termos consciência do que é um estereótipo; esses estereótipos são uma espécie de opiniões qe orientam a forma como observamos as coisas.
Manuel Galrinho edited this reply 4 years ago.
Inês says:
Podemos também falar em estereótipos sociais, em que neste campo acabamos por julgar as pessoas pelos seus comportamentos sociais, afetivos, e cognitivos, passando muitos vezes à descriminação e preconceito de um indivíduo apenas porque tem comportamento social diferente do comum no nosso dia a dia, ou simplesmente porque descriminamos de maneira preconceituosa alguém que se veste, anda ou fala de modo diferente. Assim tal como aqui já foi dito acho que não devemos aceitar um esteriótipo apenas porque alguém disse. Devemos fundamentar e argumentar o porque de utilizarmos tal esteriotipo. ( "A idéia defendida é que tanto se alimentam discriminação e preconceito utilizando-se factores sociais, afectivos, e cognitivos, quanto se diminuem com métodos, como a hipótese do contacto e a redução da ignorância").
Assim sendo e concluindo esta análise acabo por concordar que um estereótipo não passa de fruto da nossa imaginação, rotulamos demasiado o que nos rodeia fazendo um pouco juízos precipitados do que observamos. Se não vejamos a seguinte situação: eu vou na rua nao tenho relógio e quero saber as horas, passa um rapaz musculado, cheio de tatuagens e percings, e de cabeça rapada, na minha opinião é um skinhead, como de acordo o meu estereótipo os skinhead são violentos, prefiro perguntar as horas a uma senhora idosa com quem me cruzo, sendo que esse tal rapaz até poderia ser boa pessoa, mas devido à sua aparência acabamos por julgá-lo de forma errada. Tal como dizia no inicio não devemos criar rótulos ou fazer juízos de valor apenas pelo que vemos.
closh says:
Estereótipo, tal como referi nos niveis anteriores, consiste numa imagem simplificada e pré concebida acerca de uma pessoa ou grupo social. Esta mesma imagem é, usualmente, de carácter negativo, pois nós, como sujeitos observadores, esquecemo-nos que da mesma maneira que avaliamos os outros estes avaliam-nos e enquadram-nos dentro de um certo tipo de esteriotipo de acordo com os seus pontos de vista. Por este motivo, o autor afirma que para conhecer-mos os outros devemos fazer uma breve analise sobre nós mesmos, tal como se verifica na afirmação : "ao primeiro capítulo e apresenta o enfoque de “quem são os outros”, pela perspectiva da análise individual. O outro poderia ser qualquer um, inclusive o próprio observador em outra situação, e geralmente a análise do outro é feita por concepções errôneas, conferindo uma avaliação negativa". A partir deste estudo, o autor pode concluir que o ser humano tem uma tendência sistematica na valorização não só pessoal mas também do grupo social a que pertence, desvalorizando todas as pessoas e grupos exteriores ao seu. Na práctica, esta conclusão, realmente verifica-se. O estereotipo é, por exemplo, fonte de inspiração para muitas piadas sejam elas raciais, sociais ou sexuais; e se tomarmos consciência verificamos que todas elas têm caracter negativo. Existem sempre as piadas de loiras, onde estas são consideradas "pouco inteligentes", as piadas onde são discriminadas nacionalidades, e o português é sempre considerado o mais práctico, entre muitas elas. acerca destas piadas, podemos verificar que estas assumem diferentes posições em contextos diferentes. Por exemplo, nas piadas acerca das nacionalidades, surge um problema, e são comparadas as várias soluções apresentadas pelos individuos de nacionalidades diferentes; normalmente, o português é o que apresenta a solução mais estupida e a piada encontra-se nessa mesma solução. Do ponto de vista dos portugueses, este tipo de anedotas enaltece os portugueses pois demonstra o quão engraçados e prácticos nós somos, mas do ponto de vista das outras nacionalidades, a piada assume outra posição e demonstra falta de inteligencia da nossa parte. Através deste exemplo podemos verificar essa mesma valorização ao grupo a que pertencemos e a desvalorização dos grupos alheios.
No primeiro capitulo do livro, o autor afirma que "as pessoas, inicialmente, imaginam e definem o mundo e em seguida o observam". Eu concordo plenamente com ele. A nossa sociedade tem uma tendencia enorme para julgar antes de conhecer. As pessoas como seres individuais deixam se levar pelas opiniões de outros, pertençam estes ou nãoao seu grupo, e criam novas ideias mal concebidas acerca do mundo. Por exemplo, um bébé que cresceu sendo incentivado pelos familiares a discriminar uma outra raça dificilmente irá mudar a opinião. Este bébé desde pequeno que irá rotular a raça da forma como as pais a rotularam e vão agir para com eles de acordo com o rótulo. Isto acontece várias vezes, as pessoas tomam as opiniões dos outros como algo verdadeiron sem contestarem ou perceberam o porque de tal opiniam e acabam pior criar estereotipos e preconceitos mesmo antes de conhcer o alvo do preconceito ou a pessoa pertencente a esse estereótipo.
A recorrência ao estereotipo sempre predominou na nossa sociedade e contiará a predominar. Esta recorrência, embora nos permita organizarmo-nos socialmente, também tem como consequência o desrespeito por a liberdade alheia. Mas, por mais que não concordemos, os seres humanos já agem inconscientemente, estes já não têm consciência de quando têm comportamentos conformistas e se deixam levar pelas opiniões dos outros. Na minha opinião, não tem solução, problemas como o preconceito e a discriminação não caíram enquanto as pessoas criarem esteriotipos.
Manuel Galrinho edited this reply 4 years ago.
Luís Martins says:
Luís Martins says:
Luís Martins edited this reply 3 years ago.
Teresa Pereira says:
Tenho para mim, e segundo o documento que nos é apresentado, que a justificação para tal, prende-se com as teorias sócio-culturais. Deste modo, a observação e repetição de comportamentos funciona como um meio de criação e/ou transmissão de crenças e “diagnósticos sociais”, sendo o contexto, e não o conflito ou até o individual, o grande promotor da criação de estereótipos. A sociedade será, então, o “depósito da informação” tendo também os media uma grande influência neste campo. Tomemos em consideração o exemplo de uma criança branca. Se ao longo de toda a sua vida tiver ouvido que os negros são maus, e se, através da televisão e jornais, tiver visto dezenas de imagens em que a comunidade negra é a grande causadora de problemas, certamente que irá pensar que de facto a comunidade negra é constituída apenas por pessoas de péssimo calibre. Porém, é claro que concordo que o individual e o conflito tenham também uma forte influência na criação de estereótipos. Afinal, através de experiências repetidas, baseadas na “repressão, projecção e catarse” (conflito) ou até da percepção de pertença a um determinado grupo (individual), muitas idealizações do mundo podem ser criadas.
Em suma, os estereótipos, são alimentados por “factores sociais, afectivos, e cognitivos”, podendo, através da “hipótese do contacto e a redução da ignorância”, desaparecer.
Røkkr says:
É num mundo "normalizado", num mundo social complexo e por vezes ambíguo que vamos definindo o nosso lugar e o dos outros. E se a aceitação dessas regras na relação com os outros é factor fundamental de integração no ambito da socialização, a ordenação do ambiente social, a simplificação e categorização da realidade social permite-nos adaptar ao meio e orientar o nosso comportamento.
Ora, esteriotipos e preconceitos para além de processos de interacção social, categorizam a realidade social facilitando o nosso contacto com os grupos a que não pertencemos, orientando o nosso comportamento, a nossa vida social. Os esteriotipos não são inatos e embora influênciados por variáveis pessoais não são construções individuais mais sim sociais.
Por tudo isto em embora negando o determinismo da componente social no que somos, pensamos e sentimos, e embora nunca tivesse pensado nisso, é fácil admitir a ordenação do mundo em códigos de acordo com caracteristicas culturais que passados de geração em geração nos levam a "analizar o mundo antes de o observar". Seria quase como o perceber e aceitar antes mesmo de o interpretar, de o sujeitar à nossa interpretação subjectiva. O esteriotipo instalar-se-ia e forneceria a noção interna e esteriotipada do mundo externo. "(...) no modelo de influência para a transmissão de esteriotipos a família teria papel determinante (...)".
Uma veinculação securizante, e mais tarde a interacção nos vários grupos - família, grupo de pares, como resposta à necessidade de socialização forneceria mais do que um modelo do que se pode esperar dos outros também concepções, imagens, esteriotipos que orientariam o nosso comportamento com vista à intergração ou aceitação nos vários grupos, na sociedade, no mundo externo que ainda não teriamos tido tempo ou necessidade de "observar".
Pela fixidez, estabilidade este conjunto de crenças ou esteriotipos orientariam o nosso comportamento social por longos periodos de tempo podendo chegar mesmo a influênciar o modo como mais tarde observamos o mundo.
anacatarina.2 says:
Todos nós estereotipamos, porque foi nos assim imposto a isso, e por habituação, a julgar apenas pelo olhar e não por o conhecer, estamos cada vez mais fúteis nesse julgamento, baseamo-nos cada vez mais pela aparência, porque cada vez mais a sociedade liga aos valores físicos do que aos morais, tendo uma grande influencia nisso os media, “A observação e repetição de comporta-mentos seria favorável à associação de um papel, um critério e por fim um diagnóstico social. Essa macro-análise enfoca que crenças são compartilhadas, sendo a sociedade o depósito da informação, além de admitir a importante influência da mídia, contribuinte para uma “indústria cultural”.”.
Concluindo, esses mesmos estereótipos servem para um simplificação dos vários grupo da sociedade mas podem ou não estar correctos, e só poderá acabar com ele se houver um conhecimento com o contacto com esses mesmos grupos e a redução da ignorância pela nossa parte.
anacatarina.2 says:
V F M D says:
Por estereótipo entende-se as representações de uma realidade social ou histórica, tomadas como verdadeiras, mas que constituem quase sempre fantasias ou produtos da imaginação
São muitas vezes produtos da imaginação porque nascem de crenças compartilhadas colectivamente embora a sua aplicação seja individual, trata-se de um mecanismo de identificação dos grupos com os seus membros que os distingue dos outros grupos.
Como refere o texto:
»Sugere que ao se perceber membro de um grupo, o indivíduo sente-se com as características daquele grupo, compartilhando percepções e comportamentos…»
Por exemplo: "todos os alemães são prepotentes", "todos os americanos são arrogantes", "todos os ingleses são frios", "todos os brasileiros são preguiçosos", etc.
Trata-se de um erro que faz parte do domínio da crença, não do conhecimento, ou seja, ele tem uma base irracional e por isso escapa a qualquer questionamento fundamentado num argumento ou raciocínio
Categorizar as coisas ou as pessoas é uma tendência humana natural; contudo, as pessoas fazem frequentemente suposições acerca de grupos de pessoas que nem sequer conhecem.
É por isso que a frase de Paula guerra faz tanto sentido, o mundo é nos dado a conhecer primeiro apenas pela superficialidade das aparências e pelos julgamentos pré concebidos pelos outros, temos muita facilidade em adoptar estas ideias como nossas, mas muitas vezes não correspondem á realidade, só depois de nos relacionarmos com a verdadeira realidade e que podemos tirar as nossas próprias conclusões em relação aos outros.
Raquel Simplício says:
Como qualquer outro mito que faz parte de uma cultura, também os estereótipos diminuem com a possibilidade de contacto e a redução da ignorância.
Assim, os estereótipos não são inatos, mas sim modificados com o tempo pois resultam de uma informação errada que foi absorvida, mas que posteriormente foi interpretada, avaliada e organizada de modo a que a pessoa se aperceba que a pessoa ou grupo que discrimina são na mesma pessoas.
Raquel Simplício replies:
Assim, primeiro imaginamos o mundo como nos foi ensinado e só depois, com o contacto, é que poderemos olhar e descobrir que certas ideias estão erradas.
Joana Dias says:
É certo que vivemos em sociedade e, como tal, são-nos incutidos valores, normas, regras, ideologias específicas de uma dada cultura, e por vezes aproveitamo-nos disso para explicar o facto de sermos como somos, de agirmos como agimos, de pensar como pensamos.
Os processos de desvalorização do outro e o de autovalorização de nós próprios ou do grupo a que pertencemos e nos identificamos provam e projectam cada vez mais a imagem de um mundo estereotipado, que cria à luz dos seus olhos preconceitos, seja em relação à maneira de vestir, de pensar e falar, de estar na vida, às várias etnias que nos são visíveis, entre outros aspectos. A cultura determina através de estereótipos a noção interna do mundo externo. Estes não são absorvidos, nem inatos. São algo interpretado e apreendido pelo ser. Dentro deste contexto, a pergunta que coloco acerca deste tema é a seguinte: Vivemos numa sociedade livre ou determinista? A diferença de uma sociedade livre para uma sociedade determinista reside no facto de pensarmos e agirmos de acordo com o que achamos que seja mais correcto para nós, não desrespeitando os padrões sociais e se baseia na observação das coisas e as aceita como elas são na sua essência, ao passo que a última se limita a agir e pensar em conformidade com todos os indivíduos que a compõem, dando principal atenção ao que é pré-concebido.
Segundo Marcos Pereira, um estereótipo resulta da acção conjunta de factores físicos, biológicos, individuais, dos grupos e contextuais e, com ele pretende-se transmitir a ideia de que perante uma sociedade ou um grupo se esperam influências próprias da sua cultura. A primeira impressão que obtemos do mundo é apenas aparental, porque nos mostra uma realidade distorcida e conturbada, relativamente às coisas que nos rodeiam, mas sim privilegiar a observação, não tirando conclusões pré-definidas delas próprias.
Não há dúvida de que estamos muito longe de encontrar uma definição correcta acerca do mundo, porque nos subjugamos como algo superior e melhor que os outros e os estereotipamos antes de os observar.
Ana Carolina Silva says:
Vivemos numa sociedade que critica muitas vezes sem parar para conhecer e analisar bem o mundo que nos rodeia e ao longo das nossas vidas somos “injectados” com uma boa dose de estereótipos que nos faz mudar, ou não, a nossa maneira de pensar. O texto diz-nos que se deve muito às questões culturais: "A interpretação estaria fundamentalmente associada à cultura, que determinaria de forma estereotipada a noção interna sobre o mundo externo. Assim, já haveria uma opinião formada, de acordo com os códigos da cultura, para se analisar o mundo antes mesmo de observá-lo", e assim concluimos que ainda vivemos muito em função das antigas gerações, o que faz com que nao haja evolução, pois continuamos a ser sempre influenciados pelos pensamentos de antigamente. Existem também os estereótipos sociais, onde acabamos por julgar os individuos pelos seus comportamentos sociais, afectivos e cognitivos, chegando a discriminar uma certa pessoa só porque teve um comportamento fora do dito “normal”. Por isso nao se deve de julgar sem conhecer, nao se deve discriminar só porque alguem disse que nao era boa pessoa, ou fez uma coisa ou outra, deve-se sempre conhecer primeiro e só depois julgar, para bom ou para mal.
Com isto, a frase de Paula Guerra «[as] pessoas, inicialmente, imaginam e definem o mundo e em seguida o observam.» sugere que primeiro vemos o mundo tal como nos ensinaram e só depois é que se pensa melhor e chega-se à conclusão de que a ideia anteriormente preconcebida estava errada.
Sendo assim, concluio que um estereotipo nao é nada mais do que um fruto da nossa imaginação, pois pensamos, muitas vezes de maneira errada, só porque nos disseram.
Manuel Galrinho edited this reply 3 years ago.
Catarina Moura says:
Os estereótipos podem ser modificados, pois a nossa mentalidade varia consoante o grupo em que estamos inseridos, e ao serem alimentados por “factores sociais, afectivos e cognitivos”, podem ser reduzidos através do convívio com as pessoas (grupo) estereotipado, ou através da redução da ignorância, pois não devemos julgar o todo pela parte.
A sociedade estuda e debate o problema dos preconceitos e estereótipos, no entanto cada vez mais julgamos as pessoas pela sua aparência, sem as conhecermos minimamente, dando mais importância aos valores físicos do que morais.
Manuel Galrinho edited this reply 3 years ago.
Catarina Moura replies:
Isto é, geralmente antes de conhecer-mos algo, ja temos uma ideia e opinião previamente formuladas (esteriotipos), estas opiniões previas derivam maioritariamente dos valores que nos são desde cedo transmitidos pelos pais e pelo grupo em que nos inserimos e os ideais que este defende.
Contudo estas opiniões previas podem ser modificadas atravez do conhecimento e do convivio.
Sofia Patraquim says:
Manuel Galrinho edited this reply 3 years ago.
Sofia Patraquim replies:
Joana Dias says:
Os estereótipos são como que uma primeira impressão que a sociedade tira das coisas e das pessoas, reflectindo assim nada mais, nada menos que um conjunto de crenças que dão uma imagem simplificada das características de um determinado grupo ou membros que o compõe. Parte-se um pouco da noção geral para a particular, e só após observarmos o que está à nossa volta é que nos apercebemos que afinal nada do que idealizámos corresponde à realidade.
Refiro o termo "subjectivos" na medida em que estes mesmos grupos ou membros possam atribuir um significado muito próprio e diferente de pessoa para pessoa, mas neste caso de grupo para grupo. Estamos logicamente integrados numa sociedade e, como não podia deixar de ser, adoptamos certos quadros de interpretação do mundo social, reflectindo as dinâmicas de posicionamento e de poder intergrupais, bem como a manutenção e reprodução de formas de relação e de organização social, contudo este factor não implica que, dentro de uma mesma sociedade, não existam formas de pensamento variável de sujeito para sujeito. Podem sempre haver diversas representações, pontos de vista e significados diferentes dos indivíduos, derivado a aspectos fundamentais como a educação, a transmissão genética, o grau de proximidade/ afastamento de dados grupos, entre outros... A influência social e cultural por si só, não é suficiente para a aplicação de um estereótipo.
Aproveito também para acrescentar que perante a questão colocada no tópico anterior: "Vivemos numa sociedade livre ou determinista?" tenho a dizer que mesmo vivendo numa sociedade livre isso não implica que não sejam criadas representações estereotipadas, embora ache que numa sociedade determinista as pessoas possam ter mais problemas em ver e aceitar as coisas como elas realmente são, ou seja, diria mesmo que se trata de uma sociedade mais "close-minded" que a primeira (esta mostra uma visão mais aberta das coisas, aceitando-as mais facilmente) . Ainda assim, nós somos o espelho da nossa sociedade e transparecemos atitudes e comportamentos exemplificativos disso.
Ana Carolina Silva says:
Elijah Arnauld replies:
É muito mais simples (ou até seguro) pensar nas coisas previamente sem as conhecer e ter portanto um juízo fundamentado do que ir ao encontro delas e julgá-las com base num conhecer efectivo.
Na rua passa por nós um indivíduo com uma roupagem duvidosa: o aspecto não é socialmente aceitável. Espantamo-nos e pensamos em que raio de vida levará aquele triste farrapo humano. No espaço de tempo que se perdeu a olhar e a comentar o aspecto desse tal senhor um outro, de passagem diga-se bem vestido e arranjado, rouba pessoas idosas de porta em porta fazendo-se passar por alguém importante. Pensando bem, nesse mesmo espaço de tempo políticos engravatados roubam a uma população inteira. Afinal de contas, precisavam aumentar a casa, casa essa que o outro farrapo não tem. Ou se tiver é pequena. Será da roupa? Talvez… (Sarcasmo). “O background sendo formado por relações entre grupos, condições políticas, sociais e econômicas, características e comportamentos dos outros” - Paula Bierrenbach de Castro Guerra.
Proibido De Drama Land says:
Por exemplo, alguem que tenha uma educação mais conservadora, com ideiais mais virados para a direita, que se insere em grupos que são apolegistas de ideais xenofobos, racistas, com valores mais nacionalistas tem tedência olhar para os grupos de minorias etnicas e estrangeiros sempre ou quase sempre de uma forma negativa, culpabilizando esses mesmos grupos dos aspectos negativos da sociedade, do estado interno do país, da insegurança, do crime, de roubarem a mão de obra ao cidadão nacional. Assim tende-se a marginalizar, a adquirir uma ideia pré-concebida das pessoas, evitando-as, atribuindo-lhes uma categoria inferior àquela que pertecemos e mostrando uma certa hostilidade (que pode ir desde a fisica/comportamental à psicológica/sentimental).
Então, quando me encontro a "esteriotipar" alguem, estou a apenas a observar o exterior sem a conhecer, limitando-me a imaginar como deve ser essa pessoa, acabando por julgar a sua personalidade baseando-nos apenas nas suas caracteristicas exteriores, ou pela religião, ou pelo estilo de roupa, opções politicas, sexuais entre outras.
"A interpretação estaria fundamentalmente associada à cultura, que determinaria de forma estereotipada a noção interna sobre o mundo externo. Assim, já haveria uma opinião formada, de acordo com os códigos da cultura, para se analisar o mundo antes mesmo de observá-lo. O mundo estaria ordenado por códigos, passados de geração a geração, favorecendo a estereotipia, que por função defenderia as tradições culturais e posições sociais."
Esta citação do textos, evidencia-nos bem que as interpretações q fazemos do mundo estão muito associadas aos valores, experiências, opinões, obsrevações e contextualizações partilhadas dentro de um grupo restrito. Esses mesmos codigos de cultura que não sei é assim que se pode dizer, mas, ajudam-nos a analisar o mundo antes de entrarmos em contacto com ele, talvez como um escudo protector, como uma defesa, ou uma maneira de resolver de forma simples um problema (inserirmos-nos dentro do grupo), fazer parte da sociedade, sentirmos-nos parte de alguma coisa, daquirir uma indentidade.
Maiis tenho a dizer, secalhar esse escudo protector de nada nos vale, secalhar só nos destroi... mas.. no entanto.. todos o utilizamos, e não sei porquê.. tambem eu o utilizo (claro, sou humano e n diferente de ninguem).. entao saf*#.. utilizem-no sempre que ele vos ajudar.
Não.. Parem, pensem... procurem conhecer.. o esteriotipo nem é assim tão mau.. pq quando se é desconfiado, e se tens o olho aberto... vais ver que o esteriotipo por muitas vezes que seja utilizado de forma inutil, vai-te tambem ajudar a tirar a pinta a uns quantos otários.
Existirá sempre um lado positivo e um lado negativo da questão.. e tudo uma questão de equilibrio..
Tens um grupo.. sê do teu grupo, fiel ao teu grupo e as convicções.. mas lembra.te que tu és mesmo só tu por isso podes ser livre pa ser tu e o teu grupo dentro de todos os outros grupos.
F*#K Y'ALL, ISSO DO ESTERIOTIPO ACONTECE MUITO!
ISTO DE DISCUTIR AQUI TBM É FIXE.. MAS EU GOSTO MAIS DO STEREO-TIPO! HAHAHAHA
PROIBIDO DE DRAMA LAND A POR ESSES CEREBROS EM BRASA.. ENROLO-VOS OS NEURONIOS.. FUMO O VOSSO PENSAMENTO NUM CACHIMBO.
Joao Neto says:
No entanto, os estereótipos podem ser alterados. Como já referi anteriormente, são muito influenciados pelo "meio" em que a pessoa se encontra, os familiares, os amigos, até os anúncios televisivos contribuem bastante para a formulação das opiniões pessoais. Ao serem alimentados por estes “factores sociais, afectivos e cognitivos”, as mentalidades e ideais podem ser alterados a partir do momento, em que nós, seres humanos, nos introduzimos num meio diferente, ou mudamos de cultura, os ideais e mentalidades podem levar uma volta de 90º graus e tudo aquilo que nos parecia mau, pode ter um novo significado.
Cada vez mais, vivemos numa sociedade que julga constantemente os seus habitantes, não só pelo tom de pele, ou pela maneira como veste, hoje em dia tudo parece ser motivo para criticar, descriminar ou mesmo recorrer á violência. Já estivemos muito mais longe de um regime "Apartheid" à imagem de Nelson Mandela, na África do Sul, onde as pessoas eram julgadas estritamente pela cor da pele.
Apesar de estar-mos constantemente a ouvir os responsáveis do nosso país a prometer tomar medidas contra a descriminação, é certo que habitamos numa sociedade totalmente estereotipada, onde as opiniões são totalmente influenciadas pelas "regras", sob as quais todos vivemos.
João Alegria says:
Estereótipos são, pois, imagens colectivas partilhadas por determinado grupo em relação a outro grupo, ou a si próprio, que caracterizam o objecto estereotipado com traços, atitudes e comportamentos fixos e imutáveis, atribuindo-lhes valores.
Os estereótipos de género são representações generalizadas e socialmente valorizadas acerca do que os homens e as mulheres devem ser (traços de género) e fazer (papéis de género).
Os jovens estão, ainda hoje, presos a identidades de género fortemente assentados numa cultura onde a cada género corresponde características específicas (não muito diferentes
daquelas de há 20 anos atrás) que não só os diferenciam entre si como lhes atribuem valores sociais distintos.
O preconceito tal como o esteriótipo,tem a carategorização social com base da sua constituição.
É uma atitude que se distingue do esteriótipo, porque não se limita a atribuir caracteristicas a um determinado grupo ou pessoa: envove uma valiação.
Podemos definir preconceito como uma atitude que envolve um pré-juízo, um pré-julgamento, na maior parte das vezes negativo, relativamente a pessoas ou grupos sociais.
A discriminação designa o comportamento aos indivíduos visados pelo preconceito.
Os comportamentos discriminatórios manifestam-se com mais itencidade em períodos de crise económica e social: as pessoas, não podendo agir sobre as cauzas da situação, dirigem os seus sentimentos negativos, a sua agressividade, contra grupos ou pessoas inocentes.
A discriminação pode manifestar-se em diferentes níveis, podendo ir desde uma atitude de evitamento até comportamentos hostis e a agressões aos indivíduos e grupos visados.
As pessoas discrimanam-se quando existe o primeiro contacto visual. Ou seja quando uma pessoa vê outra pessoa na rua e que esta "fuja" ao que é natural no ser humano, apartir daí essa pessoa será automaticamente discriminada pelo outro.
Existem muitos casos em que pessoas dicriminam raças e ou mesmo pessoas de opções sexuais diferentes pela primeira aparencia. Mas quando estes conhecem pessoas de que sao alvos de discriminaçao apercebem se de que nao passam de simple seres humanos como tantos outros no planeta Terra.
O esteriótipo leva as pessoas a terem uma atitude e comportamento na sociedade.