Harém? a um poeta


- O que se lhe afigura(?) -

então, sob completa fragrância
por alucinante,
diante seus mais puros estados de alma
- desejos - volúpia -

dentre ímpias sensações,
infindáveis sóis imaginários
- dentro de si
constrói...

tão certo como o aposento
do amanhecer lento
por mudo traz,
a poção breve de eternos - azuis feito -
beleza, certeza
personalização
quanto a paz... - o que nos apraz, sentir?
a semântica em tudo
de ser em si perfeito
ao mesmo tempo que nos satisfaz... ser, ainda, tão pouco(?) -

já o que não pode ser visível
- ser muito -
se nos eleva
na porção por ser vasto
e nua a Natureza por que desperta
de si reproduz
com toda a destreza com que de si conta, e se refaz

como um reverso em um poema
- aqui e ali -
já sobre
seu incorrer e leito - une - rompe -

porém, como em tudo que é - e se desejado quanto concebe -
de seus mais ínfimos pormenores e mínimos,
empedernidos d'alma - o que se percebe? -
por todos os invisíveis se forma,
ainda, assim
ao que se me é dado a conhecer
tornado firme;

bem mais do que a subtil percepção
- aonde e agora -
qual Poeta, vive... assim, pelo que sente
- ao que se revê -

e nem mais por isso, a si, falta
de seu...
em seu mais irascível Harém
- em todas
numa só mulher -
o amor que mútuo e recíproco acendem
e curiosa a paixão que lhe antecedeu
- se bem quem não entende?
eis que se compreendeu

- ser e estar

[de si, talvez, o melhor Trato.