Se os outros se enganam, como é possível eu não me enganar?
Descartes não é absoluto, não foi visto que já morreu.
Tem de haver uma dúvida quanto à resolução de outras dúvidas, será que me enganei a descobrir a verdade absoluta? É uma possibilidade, e visto que o racionalismo tem por base valorizar a dúvida, é hipócrita pensar que todos cometem erros enganando os outros (induzem o erro) excepto o eu. O que gera um paradoxo e prova a expressão "só sei que nada sei" como válida.

Se somos imperfeitos, como podemos achar que Deus é perfeito? Como podemos aliás compreender a existência de algo perfeito? A imperfeição não pode definir a perfeição em nada visto que a nossa própria impefeição adultera o conceito de verdade.
Só o perfeito pode designar o perfeito.

Texto da autoria de João Crispim.