A mentira, forma de ocultar uma realidade, impedir o acesso a um caminho e/ ou omitir parte de um todo, é um dos hábitos humanos que menos tolero. Com os meus alunos, chego mesmo a ser intolerante, pedindo, por favor, que o não façam. Assim fui educado – chego ao ponto de não conseguir mentir ao telefone, por correio eletrónico ou sms -, mas talvez seja parte de mim/ da minha personalidade. Somente perante pessoas pelas quais perdi o respeito consigo representar mas tal nunca me aconteceu em situações sérias. Também o ruído estridente, típico em algumas situações bem portuguesas, ainda que de conversa, irritam-me, quando em espaços específicos, não passando de dúbias tentativas de a si chamar o protagonismo.

Mas existem aqueles hábitos (mimos) que não dispenso e continuo a adorar: o bolo feito pela mãe especialmente para mim, o banho de espuma relaxante, ouvir música, ver um bom filme ou série e ler ou escrever. Nos que me rodeiam, os belos gestos, um sorriso, um olhar, uma palavra, um gesto,… são pequenos/grandes momentos de aprendizagem que muito me reconfortam e estimulam.

Afinal, quem não tem bons e maus hábitos?