O meu estilo é pautado pelo revivalismo porque o presente nem sempre é marcado pela felicidade ou pela magia daqueles raios de sol que nos fazem sorrir, no banco de jardim, onde as folhas caem e ao longe as crianças brincam, rindo de forma contagiante.

Inconformista, procuro lutar contra as barreiras do tempo, numa luta já por si perdida, mas com esperança na genética. Também a cosmética serve para ajudar e sobretudo melhorar o bem-estar: cessem os cabelos brancos, procure-se a cor de criança, evitem-se traços e manchas esboçadas na tez, … lute-se contra o cancro da pele (faço parte dos grupos de risco). O stresse e alguma medicação fragilizaram, de forma significativa, o couro cabeludo. Tive que romper com o passado, com alguns dos momentos mais despenteados, e render-me ao Tricovivax.

Relativamente ao estilo de vestir, assumo-me como “indefinido”. Jeans, sapatilhas, casaco, camisa, relógio e mala /saco, talvez seja este o modelo mais usual. Não que seja totalmente eu… Ao longo dos tempos perdi-me entre tendências, valorizando sobretudo o interior, os saberes, … Não fosse um corpo tão mal delineado por um ser superior e faria parte de um qualquer grupo de nudistas. A função das roupas, para além de nos proteger de alguma radiação solar, está sobretudo centrada nas estações frias. Como tal, por que razão são motivo de vaidade, discriminação e bullying?

Não sou acessível a todos.
Disso fiz “imagem de marca”.
Não finjo gostar de quem não gosto ou apreciar aquilo que não é do meu agrado.
Já fui muito mais comunicativo e expansivo.
Em 2009, num campo de concentração, parece que dei entrada. Perdi a minha gargalhada genuína e que em breve espero reconquistar (será possível?), alguns prazeres e tornei-me algo snobe antipático. Mecanismos de defesa ou não, para aqui pouco importa.

Afinal, são meras perceções…