Em Portugal, perto de 30% da população com mais de 15 anos sofre de algum tipo de doença psicológica. As mulheres são as mais afectadas.

"Estamos atrasados" em relação ao que "deveria esperar-se dos países com o nosso desenvolvimento", considera o psiquiatra Caldas de Almeida, que presidiu à Comissão Nacional para a Reestruturação dos Serviços de Saúde Mental, em declarações à TSF.

"Modernizar os serviços de saúde mental, bem como mudar a mentalidade das pessoas e promover uma nova atitude de toda a sociedade portuguesa" são caminhos apontados por Caldas de Almeida para inverter esta situação.

Se no Ocidente dois em cada três casos não são tratados adequadamente, a pesquisa mostra que em muitos países subdesenvolvidos, a falta de tratamento aproxima-se dos 90 %.
Com 85% da população mundial a viver em países pobres ou muito pobres, a investigação conclui que uma em cada três pessoas com esquizofrenia e um em cada dois doentes com outros problemas mentais não recebe qualquer tratamento.

A influência da sociedade

Um número considerável de doença psicológicas são influenciadas pelo meio e pelo estilo de vida. Muitos sofrimentos psicológicos estão relacionados com a sociedade, a cultura e a própria época histórica. O mesmo se passa com a vulgar ansiedade. Enquanto que nos países industrializados as suas manifestações são mais psíquicas e intelectuais, nas regiões menos desenvolvidas e rurais os sintomas são de natureza mais somática (física) e comportamental. Acontece que várias perturbações psicológicas que tanto afectam os cidadãos são praticamente desconhecidas entre os povos que habitam regiões subdesenvolvidas, onde a agricultura e a pastorícia constituem ainda as principais actividades económicas. A anorexia nervosa e a doença bipolar estão entre as perturbações mentais praticamente desconhecidas das sociedades tradicionais.

A infuência da cultura
A manifestação e o significado de muitas perturbações de índole psicológica diferem de cultura para cultura. A explicação reside no facto das chamadas “experiências de vida” – que variam não apenas de pessoa para pessoa mas também de sociedade para sociedade – serem fortemente influenciadas pela época histórica, a religião, as crenças, o contexto sócio-económico e o estilo de vida.

A minha opinião

Para ser um bocadinho irónica dizem-me que no tempo do Salazar não havia tantas doenças psicológicas. A sociedade andava mais calminha… Se não houvesse tanto xenofobismo e racismo seríamos todos amigos e não haveria, por exemplo, tantas pessoas com anorexia e bulimia porque a sociedade aceitaria as pessoas com uns “quilinhos a mais”. Eu já estou farta de dizer que somos todos iguais! Qual é o problema de haver pessoas diferentes a nível de raça, cultura, estatuto…? A sociedade de hoje em dia que mais parece ter síndromes maníacas é muito egoísta face aqueles que são diferentes, só aceita pessoas perfeitas em todos os níveis de vida. E já para não falar do governo que não vê a miséria em que estamos. No outro dia vi uma noticia na televisão em que até disseram que uma professora trabalhou até morrer. Tinha um cancro no coração e o governo nem sequer deu-se ao trabalho de diminuir o fuso horário da professora. Que miséria de vida… Metem-nos a trabalhar horas a fio, pagam-nos uma amostra de ordenado e depois admiram-se de haver tantas pessoas com ansiedade e depressão. Mas afinal onde é que este mundo vai parar? Vejo tantos sem-abrigo na rua e acho que por este andar em vez de sem-abrigo veremos por aí canibais a andarem pela rua cheios fome por que o governo não tem dinheiro para dar aos mais necessitados. Isto admite-se? Claro que não… Estou a começar a ficar completamente neurótica com o meu futuro, esta situação está-me a alterar por completo o sistema nervoso, devo estar a ganhar uma doença psicossomática em relação ao nosso país e planeta em geral. Ás vezes gostava de ser amnésica para não me lembrar de todos os males existentes no nosso país. O governo só se preocupa em construir rotundas, por amor de Deus, estão á espera de quê? Eu sou sonâmbula, devem estar á espera que eu deixe a minha caminha e vá dar voltinhas ás rotundas… Quando vejo na televisão que há pessoas que estão a desesperar com os atrasos de 5 anos das lista de espera em hospitais fico solenemente triste mas depois quando vejo (muito raramente) que fizeram algo em prol do nosso país aí já fico mais contente. Será que tenho alguma doença bipolar? Façam qualquer coisa de útil, construam mais instituições para ajudarem os toxicodependentes a saírem do fundo do poço. A nossa sorte é que a esperança é sempre a última a morrer e que ainda há muitas pessoas que andam a alertar os jovens para fazerem alguma coisa face á crise em que estamos. Espero que certas pessoas abram os olhos e façam qualquer coisa porque eu já abri e não gosto daquilo que vejo, vou tentar fazer algo contra isto mas acho que preferia cair num sono profundo…