OS MAMILOS DE VÉNUS


A Vénus de Milo tinha uma prima,
a Vénus de Kilo,
em grande estima.


O mamilo da Vénus de Kilo
era maior que
a própria mama.


O mamilo da Vénus de Milo
não chegava a
pesar uma grama.


A Vénus de Milo nasceu do mar
com seu mamilo
sempre a abanar.
Veio pr’a Paris e ficou no Museu .


Nascida em Assis, no Coliseu,
A Vénus de Kilo era terrena.
Depois do conforto daquela arena
deu-se à vida, rumou a Lisboa.


Comprou uma casa e fez-se patroa.
Só de meninas, mais do que trinta,
e nove mocinhos de ótima pinta
que garantiam um belo pecúlio.


Casar com o Júlio e caçar um amante
foi um instante!


Fez autocrítica, provou a política,
saltou de puta desavergonhada
p’ra deputada no Parlamento.
Passado um momento, um piscar d’olhos,
muita manteiga e alecrim aos mólhos,
a Vénus de Kilo fundou um Partido!
Tudo em sigilo, o que faz sentido,
e regista-lhe o nome p’rás eleições.


Um ano correu, passaram sessões,
Vénus viveu, falou muito bem
e como costuma, fez coisa nenhuma.


“Netos, Pais e Avós, Votai em Nós!
As Putas Phodem, as Putas Podem.”


Com este refrão, foram à votação!


Adivinha-se o final
desta história tão banal.
A nossa Vénus de Kilo,
guerreou em grande estilo
e após batalha “inclementa”,
conseguiu ser “Presidenta”!