Já perdi a saudade, no progresso da fotografia,
a alma que suspirava quando regressava,
o carinho que aconchegava depois da ausencia.
já não me falam da vida no tempo
e a cor tira-me do lugar, não era ela,
outra mais bonita e sensitiva
que girava em volta do canto
onde nos sentavamos falando de amor.
ja perdi a saudade e o canto foi com ela
levou a cor da mangueira de frutos saborosos,
as tabuas azuis do assento,
e recordações que não podem ser vividas
levou um pouco da imensidade da minha alma.