O poema de Fernando Pessoa, a seguir, chama-me particularmente a atenção pelo tema do qual trata: a realidade imediata. Nestes contatos virtuais que tenho, através desta imensa rede mundial da internet, percebo isso, que existem outros indivÃduos. Todavia, assim como o poeta em questão, também não pretendo passar para além dessa realidade imediata, seguirei o meu próprio caminho, no mundo que escolhi para viver.
É Noite
É noite. A noite é muito escura. Numa casa a uma grande distância
Brilha a luz duma janela.
Vejo-a, e sinto-me humano dos pés à cabeça.
É curioso que toda a vida do indivÃduo que ali mora, e que não sei quem é,
Atrai-me só por essa luz vista de longe.
Sem dúvida que a vida dele é real e ele tem cara, gestos, famÃlia e profissão.
Mas agora só me importa a luz da janela dele.
Apesar de a luz estar ali por ele a ter acendido,
A luz é a realidade imediata para mim.
Eu nunca passo para além da realidade imediata.
Para além da realidade imediata não há nada.
Se eu, de onde estou, só vejo aquela luz,
Em relação à distância onde estou há só aquela luz.
O homem e a famÃlia dele são reais do lado de lá da janela.
Eu estou do lado de cá, a uma grande distância.
A luz apagou-se.
Que me importa que o homem continue a existir?
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Francisko-Brazilo says:
Apesar de utilizarmos este meio de comunicação...Você sabe que do lado de cá...eu estou! E eu sei que aà você está...
Mesmo se, desligarmos ao mesmo instante nossas máquinas...
Nós continuaremos a existir..
Não é assim?
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O que sempre achei interessante de Fernando Pessoa...são os "outros Fernando-s " criados por ele mesmo....
por exemplo....Alberto Caiero.... em
"É Noite.... A noite é muito escura. Numa casa a uma grande distância
Brilha a luz duma janela.
Vejo-a, e sinto-me humano dos pés à cabeça.
É curioso que toda a vida do indivÃduo que ali mora, e que não sei quem é,
Atrai-me só por essa luz vista de longe.
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você conhece? ;-)
Eustáquio Maia says: