Os valores foram perdidos, e o que resta agora é a lástima de uma gente que ainda sabe viver. Os valores foram perdidos, e a única coisa que ainda podemos ouvir é o clamor daqueles que discernem o certo do errado pedindo pelo entendimento comum de tudo o que é aquilo que vemos.

O ponto final não existe mais, e o limite é o infinito. E toda a ambição, toda a cobiça e o ódio desenfreados falam mais alto do que um sinal de PARE bem grande aonde o limite certo era pra estar.

A essência da vida tornou-se irreconhecível, e nem eu mais sei o que vem a ser isso. A busca pelo porquê das coisas se tornou obsessiva, se tornou lastimável, ao ponto do homem destruir aquilo que é necessário pra viver pela desculpa de ter que achar o porquê de tudo.

E eu me pergunto o porquê de tanta coisa (mais um porquê, e eu não escapo à regra), a causa de tanta idiotice cometida por um bando de animais conhecidos como raça humana, que provavelmente é um ser pensante. Eu prefiro pensar no homem, na raça humana, como uma raça sem capacidade de pensar, sem capacidade de responder pelos próprios atos, e sempre foi assim.

Pelo poder, morte. Pelo comando, guerra. Pelo auto-reconhecimento como superior, subir ao topo a qualquer custo.

Miséria, fome, caos, guerra e destruição. Tudo, e mais um pouco de tudo pela ambição.

Sanguinários, e é isso que somos.