O que há no mundo, no imundo, no límpido e plácido céu negro com nuvens tóxicas que agridem minha pele e meu pulmão ao exalar aquele incrível ar poluído com os pensamentos dos homens?

O que há naquilo que é o hoje? O que há naquilo que foi o ontem? Morte, morte, morte, morte e mais uma pra brindar à vida.

Sentimento. E num segundo, se esvaiu a vida e o sentido dela.

O que há no ser, no estar, no pensar, no viver? O que?

O que há no mundo, no fundo, no meio, no final, no hoje, amanhã, ou no ontem? O que há no errado, no certo, no eu, no você, no nós?

Por que tantos porquês sem nenhum porquê, sem nenhum o que, sem nenhum nada no porquê de ser? Onde está o nexo, o que está anexo, o que é o qual, e o principal, o que sou eu?

Eu só queria sossego, pra minha mente, pra minha cabeça, pro meu eu pensante e vivente. Paz, paz, paz, paz e mais uma pra brindar ao terror.