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April 18, 2009

Rotas e Juncos de Comércio



Vindos da China e da Coreia



O comércio feito ao longo das Rotas das Especiarias estava, inicialmente, bastante bem localizado. Só nos séculos VII e VIII começaram os navios vindos da China a navegar por todo o Médio Oriente e vice-versa. Mas estas viagens mais longas continuavam a seguir rotas que tinham sido estabelecidas séculos antes.



Em 1207 a.C. chegou ao poder no Norte da China uma família real de nome Zhou. A sua dinastia durou mais de 800 anos, até 221 a.C. Durante este tempo, a área de influência chinesa estendeu-se, e houve um grande aumento de comércio com outras nações. Esta expansão continuou durante a dinastia chinesa. A antiga cultura chinesa tinha produzido soberbos artesãos, e os seus produtos eram altamente apreciados, em particular a bela seda, material que nenhum outro país sabia produzir.



Outras exportações incluíam as especiarias, como a cássia e o gengibre, o ferro e o jade. Os mercadores da Coreia, do Japão e do Sudeste Asiático congregavam-se nos portos chineses, trocando os seus produtos pelos do Império Celestial.



Um dos principais povos a estabelecer comércio com a China foi o povo coreano.
Os dois povos comerciavam por terra e por mar. A partir de 140 a. C., houve, regularmente, feiras comerciais na fronteira do Norte da China, onde podiam ser compradas peles e outras mercadorias valiosas vindas da Península Coreana. Os navios coreanos faziam-se à costa à volta do extremo norte do Mar Amarelo e aportavam na Península de Cantão, enquanto outros atravessavam o mar aberto, até Nagasáqui, no Japão. Daí, voltavam para a China, dirigindo-se para os rios Hoão ou Iansequião, ou mesmo para a Baía de Hancheu.



Mais para sul, os navios – ou juncos – chineses transportavam carregamentos pela costa, até P´anyu (Cantão), e Cattigara, no Vietname do Norte. Por esta altura também existiam relações comerciais entre a China e Java. Os navios saíam de Cattigara e de Fucheu, a norte, e viajavam através das Filipinas até às Molucas e Java Oriental.
A viagem demorava, ao todo, vários meses, mas os navios regressavam carregados de cravo-da-índia, noz-moscada e maça.



Pelo menos desde 200 a.C. que os juncos chineses navegavam até à Península de Malaca e ao Estreito de Malaca, a sul. Aqui, encontravam e negociavam não apenas com povos indonésios, mas também com mercadores indianos. Pois para lá do Estreito está situada a vastidão do Oceano Índico – e a riqueza da própria Índia.





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April 18, 2009

Os Primeiros Tempos da Vida de Buda

Budismo
Budismo

A maioria das religiões tem história que descrevem a origem do mundo ou o nascimento e as façanhas dos deuses e heróis, e muitas das asiáticas, como hinduísmo e o budismo, adoptam as tradições umas das outras, proporcionando assim à mente humana uma sensação da interconexão de ideias antigas.

À semelhança de muitas das principais religiões, as primeiras lendas budistas devem muito às tradições populares, por isso as histórias que rodeiam o nascimento de Buda talvez só se tenham tornado «budistas» quando, mais tarde, os seus seguidores se apropriaram delas. Do mesmo modo, grande parte da teoria budista emerge de um contexto partilhado.

A crença de que o renascimento estava associado ao karma (actos cometidos no passado) crescia na Índia do século VI a. C., sendo também comum a suposição de que o ascetismo era uma forma de escapar ao renascimento e de que, ao abandonar a sociedade convencional, era possível encontrar-se o caminho que conduzia à salvação. Tais ideias decorrem de uma percepção de insatisfação da vida e da inerente corrupção do complexo mente-corpo.

Se o corpo pudesse ser refreado e a mente purificada, o conhecimento dos valores supremos seria atingido, libertando assim o ser humano do sofrimento provocado pelo renascimento. Certos aspectos destas crenças sustentaram o pensamento de Buda, mas o seu génio residiu na diagnose do modo como se poderia atingir neste mundo uma felicidade indissociável da ética, apesar dos constrangimentos de um cosmo sombrio.



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