| October 2008 | ||||||||
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| Frontispicio 1590 |
Macau é, nos séculos XVI e XVII, um dos pólos do emergente sistema cultural global. Uma das frentes da Revolução informativa e comunicativa que começa a fazer nascer uma Cultura Planetária.
A paisagem cultural de Macau, de cerca de 1560 a 1660, apresenta dois grandes campos. Um de cultura laica, essencialmente técnico-prática e um outro de cultura clerical, mais teórica e erudita.
Ambos são fruto do dinamismo marítimo-mercantil e servem, de um modo, respectivamente, mais imediato ou mais mediato, o essencial dos interesses da cidade-portuária. Por isso, ambos se cruzam e encontram em determinadas áreas de incidência e de estratégia comum. Casos, por exemplo, da tradução e da formação - uso de intérpretes ou da transferência-adaptação tecnológica ( relógios mecânicos, canhões, etc ).
Macau, cidade autónoma de mercadores, celebra na prática um acordo de monopólio da cultura erudita e teórica, com os missionários, em especial da Companhia de Jesus. Assim, uma cidade portuária vocacionada para funções culturais práticas torna-se também um relevante centro intercultural, no plano erudito-doutrinário.
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