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August 2nd, 2008

História da Indústria Cervejeira

 

Foi em Lisboa na Rua de Valle do Pereiro que começou a história da indústria cervejeira a Real Fábrica de Cerveja.

Foi aquela que pode ser considerada a primeira fábrica de cerveja com uma produção regular e bem sucedida durante algumas décadas do século XIX.

A cerveja de tradição nórdica não vingaria num país mediterrânico em que os interesses vinícolas não queriam repartir o seu mercado com a potencial concorrente.

Curiosamente três séculos depois daquela queixa ou seja a cerveja passou a ser a bebida alcoólica mais consumida no país. Entretanto só depois de 1790 numa  conjuntura de política económica favorável à instalação de novas industrias nomeadamente as de processamento alimentar e de bebidas foi possível a instalação de fábricas de cerveja.

Sucederam-se os pedidos de licenciamento de fabricantes nacionais e estrangeiros; mas essas primeiras experiências cervejeiras foram efémeras.

As dificuldades de ordem técnica que terão pesado nos insucessos anteriores foram finalmente superadas com o projecto apresentado pelo fabricante francês Gilbert Ripoud Malherb que obteve a respectiva autorização a 5 de Outubro de 1818.

Mas por arranjos de família veio a trespassar a seu sogro, Claudio Sauvinet, o previlégio que lhe fora concedido. Em novo requerimento alegou que tivera grandes despesas em mandar vir da Holanda mestres, máquinas e modelos e que por isso precisava que lhe fossem cedidos "14 anos de previlégio do exclusivo" visto ter já demonstrado a superioridade da cerveja que fabricava.

Em 19 de Maio de 1819, foram aprovados o trespasse e o previlégio exclusivo por 14 anos a Claudio Sauvinet e Filhos, proprietário da Real Fábrica ao Valle Pereiro situada na Rua do Abarracamento do valle Pereiro, nº. 45, com armazém na Rua Direita do Arsenal junto à Praça do Comércio nº. 59.

Em 1828 quando da elaboração do Mapa de todas as Fábricas que se achão estabelecidas no Distrito do Bairro Alto a Fábrica de Cerveja e Destilação de Claudio Sauvinet, tinha ao seu serviço 2 oficiais,3 aprendizes, e 1 servente, quanto aos géneros utilizados figuravam o trigo, centeio, cevada, aveia, lúpulo, baga de genebra e carvão de pedra.

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August 3rd, 2008

ERVANÁRIAS CHINESAS DIFERENTES DAS PORTUGUESAS

 

 

China.2106
China.2106
Na China as ervanárias são iguais às farmácias portuguesas, onde se pode comprar medicamentos chineses.

A Ervanária Chinesa tem mais de cinco mil anos, é composta de mais ou menos mil tipos de ervas. Não se prescreve normalmente uma só erva, mas sim uma mistura de mais ou menos 10 ervas chinesas. Todos os dias se toma um pacote de 100 gr. Na China, Hong Kong, Macau, Taiwan todos os hospitais e farmácias tratam todos os problemas com ervas. Por esse motivo não se deve comprar as ervas sem primeiro consultar o médico.

Porque é necessária a consulta?

Ninguém se deve automedicar seja de farmácia ou ervanária. Deve consultar primeiro o médico ervanário ou médico fermaceutico antes de comprar um medicamento. A automedicação pode piorar os sintomas.

O médico chinês observa o paciente, cheira, vê a lingua e estuda o pulso. Com estes exames o médico chinês faz o diagnóstico do estado geral do organismo. Se um indivíduo tem mais que um problema, o mesmo pacote de chá, trata o conjunto de doenças que tem ao mesmo tempo.

O médico chinês trata o conjunto de sintomas. É diferente do médico convencional que trata cada sintoma com um medicamento diferente. O medicamento chinês não tem quimicos, e não faz mal à saúde. Quando consulta o médico chinês ele estuda a origem dos problemas, assim 2 indivíduos podem ter os mesmos sintomas, mas de origem diferente. O tratamento para o mesmo sintoma vai variar de indivíduo para indivíduo.

As caracteristicas individuais da pessoa são naturalmente influenciadas pela idade, sexo, estado geral do organismo, etc. A China tem muitas universidades-ervanária-hospital onde se fazem todos os tratamentos. Todos os países tem ervanárias e médicos chineses. Os países desenvolvidos têm muitos cientistas médicos chineses a fazer investigação cientifica de medicina chinesa. A ervanária chinesa é excelente no tratamento de doenças crónicas e em  casos complicados. A China tem 1200 milhões de habitantes todos usam a medicina chinesa de ervanária, porque é boa para a saúde.

A ervanária chinesa trata os problemas e fortifica a saúde e a imunidade. Previne as doenças.

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August 5, 2008

Tribunal Boa Hora - O mais velho de Lisboa

 

Tribunal Boa Hora.1.Lisboa
Tribunal Boa Hora.1.Lisboa

Uma ordem religiosa deu nome ao lugar, após reabilitar a igreja do convento ali existente. Ora quem passa pela Rua Nova do Almada – quer subindo, a caminho do Chiado, quer descendo, rumo às imediações do Terreiro do Paço – encontrará facilmente o tribunal mais mediático e mais velho de Lisboa. Situa-se ele num largo chamado da Boa Hora, pertencente à freguesia dos Mártires. As histórias abundam por estas bandas. Ensina mestre Castilho que ali funcionou num Pátio das Comédias, ou seja, um antepassado dos nossos teatros. Era de bom tamanho, já que chegava à esquina da Calçada de São Francisco.

 

Mas no século XVII, mais exactamente em 1633, surgiu no local um convento, construído com donativos do povo. Para lá foram os Dominicanos Irlandeses, que ali se mantiveram por 35 anos. Tendo os Irlandeses deixado o convento, deram eles lugar aos congregados do Oratório de São Filipe Nery, vulgo “oratorianos”. Estes tinham assim naquele edifício como que um prolongamento do vizinho convento do Espírito Santo da Pedreira, erigido sensivelmente no sítio onde temos hoje os Armazéns do Chiado. Mas os oratorianos não aqueceram muito o lugar. Em 1674, chegou ali a ordem religiosa que por mais tempo lá se manteve: a dos Eremitas Descalços de Santo Agostinho. Foram estes frades que acabaram por “baptizar” o largo e o sítio em volta. Na verdade, reformaram a velha igreja que servia o convento e colocaram o novo templo sob a invocação de Nossa Senhora da Boa Hora.

 

Rezam as crónicas que esta igreja foi edificada graças aos auxílios monetários de fidalgos vizinhos, os senhores de Barbacena, cujo palácio se erguia nas imediações da casa religiosa. O pior viria a acontecer em 1755 a casa dos frades da Boa Hora, à semelhança de quase toda a Baixa, ruiu por completo. E o palácio dos Barbacenas também. No entanto, a reconstrução não se fez esperar demasiado. Ou seja: o edifício do Tribunal da Boa Hora não corresponde, evidentemente, ao primitivo convento.

 

Foi sol de pouca dura. Em 1834, era extintas as Ordens religiosas. Foram então instalados no velho convento os tribunais de comarca. Nas, além dos serviços judiciais, também foram ali abertos vários calabouços – e , segundo testemunhos da época, não eram exactamente convidativos. E assim se criou mais uma designação meio anedótica: Lisboa, que tem um cemitério dito dos Prazeres, ganhou também um tribunal e uma cadeia chamados da Boa Hora! Foi este, aliás, durante longos anos quase o único tribunal da cidade, funcionando como se fosse ali o Palácio da Justiça. O autêntico, contudo, só veio a aparecer nos anos 60 do século XX.

 

Uma curiosidade esteve, durante muito tempo, ligada a este sítio da Boa Hora ali existiu, à ilharga do convento, um pote destinado à recolha de esmolas, um migalheiro gigante onde os transeuntes deixavam o seu óbulo destinado a obras de caridade. Por cima desse improvisado cofre, estava um painel alusivo às almas do Purgatório. Daí que ao sítio fosse dado o nome de Pote das Almas. Tal designação prolongou-se muito para além da existência do Pote e abrangia toda aquela zona que ia da actual Rua Nova do Almada até à Rua do Ouro.

 

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August 7, 2008

O Pavilhão Octogonal – Biblioteca de Jardim em Macau

 

O Pavilhão Octogonal ( Pak Kok Ting ) tem sido também a mais popular das bibliotecas para os chineses de Macau, desde a sua fundação. Mas este elegante Pavilhão não foi originalmente construído com a finalidade que hoje tem. O Pavilhão Octogonal, propriedade de um macaense, foi erigido em 1927, segundo um projecto de Chon Kuan Pui, um famoso arquitecto chinês, ao tempo. Depois disso, o edifício andou de mão em mão. Serviu de cantina, restaurante português e sala de bilhar. Finalmente, em meados dos anos 40, foi adquirido pelo conhecido empresário Ho Yin, na altura vice-presidente da ACM.
   Em 1947, a direcção da Associação Comercial decidiu criar uma biblioteca pública de matriz chinesa, com o objectivo de promover as actividades culturais de Macau. Ho Yin gostou tanto da ideia que prontamente doou o Pavilhão Octogonal à câmara de comércio para aí ser instalada a biblioteca.
 
Leitores fieis
 
   O  bem mais valioso do Pavilhão são os seus leais e acérrimos defensores – um grupo de leitores idosos. Ao longo dos anos, este grupo tem construído uma relação muito íntima com a biblioteca. Eles nem se importam com o ambiente congestionado do Pavilhão – dois pisos com uma área total de apenas 600 pés quadrados. Ir à biblioteca ler o jornal favorito tornou-se uma saborosa rotina. Para eles, o Pavilhão é o local apropriado para se informarem sobre Macau e sobre o mundo.
 
   Os locais talvez respirem de alívio pelo facto de o projecto de reconstrução não ter sido levado avante. É que o Pak Kok Ting é algo mais do que uma mera biblioteca: representa a Macau dos bons velhos tempos, uma memória que nenhum moderno edifício poderá fazer perdurar.
 

   E lá está ele: testemunha muda das rápidas mudanças por que passou o território em quase setenta anos. A sua importância patrimonial não é, nem um pouco, menor do que a de qualquer outro edifício classificado, ou monumento

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August 10, 2008

A palavra portuguesa por excelência - Saudade

Saudade....

Considerada a palavra portuguesa por excelência; cedo surgida na literatura, não tem tradução noutras línguas. Reivindicada como criação portuguesa, para expressar uma pendência típica da alma lusitana: uma ância melancólica ( que supõe a ausência de um bem ). Perpassa na canção e em toda a criação literária portuguesa, associada à mitologia portuguesa substante nas palavras Longe, Distância, Demanda , Espera (sebastinianismo): das " cantigas de amigo " - Aí Flores, aí flores do verde pino ", á " Menina e Moça "de Bernardim Ribeiro ( " Menina e moça me levaram de casa de minha mãe para muito longe, até à inspiração da corrente literária do " saudosismo " defenida em torno da Revista " Águia " (1910) e cujos principais doutrinadores e guias foram o poeta Teixeira de Pascoaes e o filósofo Leonardo Coimbra. O grande poeta romântico Almeida Garrett, descreve-a assim: " Saudade, doce amargo de infelizes.
Delicioso purígir de acerbo espinho..." Desde aí, pode dizer-se que todos os grandes poetas portugueses foram, de uma maneira ou de outra, saudosistas, até Fernando Pessoa e José Régio.
Para a filosofia do saudosismo, ela é o cerne da escatologia vivida colectivamente como " sebastinianismo ", como saudade futurante.

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