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July 3rd, 2008

Igreja no Mundo - Macau

Algo mudou em Macau depois que voltou a
ser uma cidade chinesa?

Padre Valnei Pedro Reghelin, comboniano, que trabalha em Macau, China, há nove anos. Depois de séculos de administração portuguesa, Macau voltou, em 1999, a integrar a República Popular da China. Padre Valnei nos descreve sua vida em Macau nos últimos anos.

Fale um pouco de como é seu trabalho em Macau.

- Estou na China há 9 anos. Depois de passar um tempo em Hong Kong para estudar a língua chinesa, fui para Macau onde continuo o estudo da língua e trabalho numa paróquia com os padres diocesanos. Já consigo celebrar a Missa, fazer casamentos e batizados em língua chinesa, o que não é pouca coisa. Já comecei também os primeiros trabalhos nas atividades pastorais da paróquia. Inicialmente, tomei contato com os grupos mais tradicionais que já existiam, como a Legião de Maria e os grupos de idosos, mas, em seguida, comecei a organizar grupos de jovens e o trabalho com o catecumenato, isto é, a preparação dos adultos que querem se tornar cristãos. Em Macau, os cristãos são uma minoria, somente 2%, e, por isso, o nosso trabalho mais importante é o contato com os não-cristãos.

Por que os cristãos são tão poucos, se o cristianismo chegou a Macau há quinhentos anos?

- Os primeiros padres que chegaram eram padres diocesanos portugueses e foram para lá para cuidar da comunidade portuguesa presente na cidade. O verdadeiro trabalho missionário começou mais tarde, com a chegada dos padres jesuítas. Eles trabalharam diretamente com os chineses e assim nasceram duas comunidades separadas, a chinesa e a portuguesa, que se encontram somente quando há procissão, por exemplo, na festa de N.S. de Fátima e na procissão do Cristo morto na Sexta-Feira Santa.

Nessas ocasiões, as celebrações são feitas nas duas línguas. Quanto ao resto, o trabalho nas duas comunidades é diferente. Macau foi, durante muito tempo, a porta de entrada para a China para muitos missionários. Pe. Matteo Ricci e muitos outros grandes missionários passaram por lá. Quando os missionários foram expulsos da China por Mao Tsetung, muitos deles saíram de lá. Vários ficaram em Macau e alguns estão até hoje, idosos, mas com vontade de voltar à China.

Quantos são os cristãos em números absolutos?

- Cerca de 15 mil, num total de meio milhão de habitantes. Digo 15 mil batizados, pois quando vamos às comunidades, vemos que o número dos que participam é bem menor.

A diocese de Hong Kong se caracteriza por um grande número de escolas católicas e também pelo grande trabalho realizado pela Cáritas. Macau também?

- Também. Há colégios, a Cáritas e outra organização assistencial ligada à diocese que tem muitos asilos, orfanatos e outras obras de caridade. 90% das pessoas que são atendidas por essas organizações não são católicas.

Em 1999, Macau deixou de ser administrada por Portugal e passou a integrar a República Popular da China. Alguma coisa mudou em Macau depois dessa data?

- Mudou a administração. Agora o governador é chinês e ele, por sinal, fez um bom trabalho até agora. Houve uma grande mudança. Todos os serviços públicos estavam nas mãos dos portugueses, falava-se português. Agora estão todos nas mãos dos chineses e fala-se chinês.

Os portugueses que moravam em Macau foram todos embora?

- Muitos foram, um pouco por medo das conseqüências, das mudanças drásticas que eles pensavam que seriam realizadas, e com eles foram também muitos mestiços, filhos de portugueses e de chineses, mas estes, na maioria, voltaram logo. Eles tinham ido a Portugal, pensando que achariam emprego, mas a decepção foi muito grande. Em Macau eram considerados uma classe diferente de chineses, uma classe alta, ao passo que em Portugal eram considerados só como mestiços. Muitos deles não se sentiram à vontade também por não falar bem o português. Por isso, muitos deles estão voltando, pouco a pouco.

Houve outras mudanças?

- Houve. Por exemplo, a Igreja de Macau deixou de ser ligada ao sistema do padroado português. Antes dependíamos em tudo de Portugal: o salário dos padres era pago por Portugal, toda a formação era portuguesa. Agora a diocese está começando a caminhar com suas próprias pernas e em pouco tempo irá adquirir uma identidade própria, coisa que não tinha antes.


Antiga Catedral de Macau, na qual restou somente a fachada após destruição

Hong Kong, antes da anexação à China, era um grande centro industrial e comercial.
E Macau o que era?

- Macau não tinha nada de parecido com Hong Kong. Macau viveu, e vive até hoje, do jogo, do cassino. É o único lugar da região onde o jogo é livre. Há um pouco de turismo também e algumas fábricas que, hoje, começam a fechar e a se transferir para a China, pois lá os salários dos trabalhadores são muito mais baixos.

Então Macau está decaindo?

- Bastante e não só Macau. Toda a situação econômica da região está caindo. Hong Kong também. Agora o grande centro industrial e comercial é Xangai.

O que mudou então nas relações entre a Igreja Católica e o governo?

- Estou falando do governo de Macau. Depois falaremos do governo chinês. Agora o bispo se tornou muito mais independente do governador. Antes da transição, o bispo sempre estava presente em todas as funções públicas, o governador saía do território e o bispo tinha de ir ao aeroporto, quando chegava tinha de recebê-lo, se houvesse alguma cerimônia importante, o bispo estava lá. E isso acarretava alguma conseqüência para a Igreja, por exemplo, o bispo nunca tocou numa questão social ou numa questão política, sempre mantendo uma relação de respeito ao governador. Agora tudo isso acabou.

Quais são as relações com o atual governo?

- Não tem tido interferência do governo nos negócios religiosos. Nós podemos trabalhar livremente no território e não houve, até agora, nenhuma dificuldade para a obtenção do visto de entrada. As pessoas de Macau podem ir para o interior da China livremente.

E os chineses do interior podem ir livremente a Macau?

- Não, pois eles não têm essa liberdade. Os de Macau podem ir livremente para a China, mas não vice-versa. Macau não está aberta aos outros chineses. Eles precisam de visto especial da região de onde vêm ou de um contrato de trabalho. Mas é difícil. Alguns preferem ir a Macau com um grupo de turistas, depois fogem do grupo e se escondem na cidade e lá permanecem, mas às escondidas. Se conseguirem um emprego, por exemplo de empregada doméstica, têm que ficar sempre na casa onde trabalham, sem sair à rua, porque se forem presos são deportados imediatamente para o lugar de origem. Há um grande número de pessoas que fazem isso. Naturalmente, o empregador explora o medo dessas pessoas e não as trata bem, especialmente quanto ao salário. Isso vale para as empregadas domésticas e para aqueles que conseguem entrar nas fábricas. É a mesma coisa.

Mas, se as coisas são assim, por que eles vão para Macau?


A modernidade está presente no cotidiano dos chineses

- Porque compensa, apesar de todos os sacrifícios. O que ganham em dois meses em Macau não ganhariam na China, trabalhando o ano inteiro. Em geral, eles mandam o dinheiro para casa, para ajudar a família.

O trabalho ilegal é muito ruim para as pessoas, mas é único jeito que muitos têm para sobreviver. Conheci uma pessoa que me disse: "Eu não gosto, mas preciso me sujeitar a esse trabalho, porque a minha família depende do que eu mando."

Não existem em Macau trabalhadores chineses, do continente, com contrato legal de trabalho?

- Existem, mas são poucos. Os empregadores seguram os documentos deles e assim não têm liberdade de ir e vir da China. Só o fazem quando o patrão diz: "Pode ir". Em Macau, e na China em geral, não existe o mês de férias, só uma semana, no novo ano chinês. E não existe nem sábado nem domingo. É trabalho direto todos os dias. Não existem nem as oito horas regulamentares. Quando o trabalho acumula, tem gente que trabalha 10 ou até 15 horas. Ao meio-dia não tem parada para o almoço. A fábrica oferece um pequeno lanche que é comido ali mesmo e o trabalho logo continua.

E onde vivem esses trabalhadores legalmente contratados?

- Vivem em pequenos apartamentos situados em prédios velhos e quebrados. São apartamentos para cinco pessoas e em cada um deles vivem até quinze pessoas, todas amontoadas. Chegam à casa por volta das 10 horas da noite. Mas. antes de dormir, têm que fazer fila para o banheiro, que é um só e fila para cozinhar sua panelinha de arroz no único fogão. Quando conseguem dormir, já passou da meia-noite e de manhã, às 7 horas, já devem estar na fábrica.

Existe uma pastoral do trabalho?

- Existe, mas você entende que o único meio que temos de entrar em contato com eles, não havendo nunca um dia de descanso sequer, é ir ao apartamento deles, por volta das 10 ou 11 horas da noite Ali ficamos conversando um pouco, conhecendo a realidade e tentando organizar alguma atividade para quando houver algum meio-dia livre.

E há algum meio-dia livre?

- De vez em quando. Quando numa fábrica as encomendam diminuem, aí o empregador dá um meio-dia livre, mas isso acontece poucas vezes. Aí nós aproveitamos para alguma reunião da Pastoral Operária ou até para uns instantes de lazer. Por exemplo, levamos essas pessoas para conhecer a cidade, pois elas correm o risco de permanecer aqui três anos e não conhecer nada de Macau, pelo fato de não terem um minuto livre. Geralmente, essas pessoas, na maioria, não são cristãs.

Quando deixam Macau e voltam para sua cidade, nós as aconselhamos a se apresentarem para ao padre e continuarem assim sua formação cristã e sua eventual preparação para o batismo. Quando visitamos os apartamentos, vamos sempre num grupo de 3 ou 4 pessoas. Nosso objetivo, vistos os poucos contatos que podemos ter, é despertar o interesse e a vontade de conhecer Jesus Cristo e o cristianismo. O trabalho será continuado na cidade de origem.

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July 9, 2008

Apertos de Macau, Conquiste-se a China

Imagine-se a cena, num Conselho Ultramarino de uma Lisboa que acabara de proclamar D. José e estava a meses de começar a sentir os efeitos sísmicos da governação do Marquês de Pombal a conquista da China. Era uma das respostas desesperadas para romper o cerco de dificuldades que a cidade mercantil sentia perante as pressões regionais chinesas. O plano foi considerado disparatado e a resposta portuguesa foi a de sempre quando as coisas corriam mal - enviava-se uma embaixada " congratulatória " ao imperador.

 

(500 anos de contactos luso-chineses)

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July 10, 2008

Jogos Olímpicos de Pequim 2008

A maior festa do desporto mundial vai ter lugar em Pequim, na China, entre 8 e 24 de Agosto. Portugal tem já 58 atletas que já tem passaporte carimbado para participar nos Jogos Olímpicos, mas alguns ainda poderão vir a juntar-se caso, entretanto, alcancem os mínimos de qualificaçaõ. Em síntese, pode dizer-se que a nossa comitiva reflete a realidade do desporto nacional: uma minoria de atletas de quem podemos esperar medalhas e uma larga fatia cuja presença é já por si uma vitória. Até porque, no lema das Olímpiadas, o mais importante é mesmo participar.

"NUMA COMPETIÇÃO COMO OS JOGOS OLÍMPICOS NINGUÉM PODE PROMETER MADALHAS"

*****

The biggest party of the world-wide sport goes to have place in Pequim, in China, between 8 and 24 of August. Portugal has already 58 athletes that already has stamped passport to participate in the Olímpicos Games, but some still will be able to come to join themselves in case that, however, they reach the minimums of qualification. In synthesis, it can say that our comitiva reflects the reality of the national sport: a minority of athlete of who we can wait medals and a wide slice whose presence is already for itself a victory. Even because, in the motto of the Olímpiadas, most important he is same to participate. “IN A COMPETITION AS GAMES OLÍMPICOS NOBODY CAN PROMISE MADALHAS”

 

 

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July 10, 2008

Jornal da Minha Região - Julho 2008

Carpooling - Implica a partilha do automóvel entre pessoas.

Autarquia desafia população a ir de boleia para o trabalho, pois permite poupar no combustível, evitar excesso de viaturas e melhorar o ambiente.

O sistema conhecido pela palavra inglesa "carpooling", implica a partilha do automóvel entre pessoas que residem próximo e se deslocam para os mesmos sítios. No Barreiro, a ideia de partilha do automóvel pelos utentes da estação ferroviária de Coina ficou aquém das expectativas.

   Os Serviços Municipalizados de Transportes Colectivos do Barreiro e a Fertagus associaram-se no lançamento do inovador serviço de Carpooling, com os aderentes a beneficiarem de lugar de estacionamento reservado e acesso privilegiado à estação.

   No entanto, o reduzido número de interessados impossibilitou a ideia de avançar.

   " Em Junho do ano passado fizeram um inquérito e apenas 20 pessoas manifestaram interesse. Com tão poucas pessoas é dificil concertar os grupos e não conseguiram fazer", no carpooling em geral, todos os participantes são proprietários de um automóvel e alternam o seu uso, económizando assim em despesas de viagem, contribuindo para a redução do congestionamento e dimunuindo a poluição do ar. " O carpooling é uma forma válida de transporte. Em conjunto com os outros municípios envolvidos.

Agora é caso para dizer, esperamos que as pessoas possam aderir. O caso do Barreiro direcciona-se para a estação de Coina.

...BOM NÃO É BEM ASSIM, IR DE BOLEIA PARA O TRABALHO...   E ESTA...?...

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July 13, 2008

Simulador «On-line» Facilita Troca de Carta Estrageira

O Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestre acaba de criar no seu espaço na Internet.

( www.imtt.pt ) um simulador que permite a consulta de informações sobre como pode ser feita a troca de carta de condução estrangeiro por portuguesa e as categorias de veículos a que o título de condução estrangeiro dará direito em Portugal. O tempo médio para a troca de carta é de 21 dias. O simulador contém informação sobre 123 países agrupados em três categorias: Países do Espaço Económico Europeu (países membros da União Europeia, Islândia, Liechtenstein e Noruega), países aderentes às Convenções Internacionais de Trânsito e países com regime de reciprocidade sobre esta matéria.

   A troca de carta de condução é facultativa para os países do Espaço Económico Europeu e obrigatória para os restantes. No entanto, no caso dos Estados do EEE, os condutores que estabeleçam residência em Portugal devem informar o IMTT num prazo de 30 dias. No caso das cartas emitidas por países não aderentes às Convenções Internacionais sobre Trânsito Rodoviário. a troca de carta é obrigatória e depende da aprovação num exame de condução feito em Portugal , podendo o candidato autopropor-se sem frequentar aulas de condução.

   Para o Brasil, Suiça, Marrocos, Angola, Moçambique e São Tomé e Príncipe, que assinaram acordos bilaterais com Portugal, a mudança do título de condução não obriga a qualquer exame de condução, mas a troca tem que ser feita 185 dias após a entrada no País. A mesma regra aplica-se aos países aderentes às Convenções Internacionais de Trânsito Rodoviário e às cartas de condução emitidas pela Administração Portuguesa de Macau ou pela Região Administrativa Especial de Macau.

   Para obter carta de condução portuguesa é necessário preencher os seguintes requisitos: idade mínima legal exigida pela lei portuguesa para a categoria a que está habilitado; aptidão física e mental; residência no nosso país; não estar a cumprir inibição de conduzir; e saber ler e escrever.

   Para emissão da carta de condução por troca são necessários os seguintesdocumentos: original da carta de condução; duas fotografias a cores: fotocópia do documento de identificação pessoal e exibição do original; atestado médico; declaração do serviço emissor ou autoridade diplomática ou consular, comprovativa da autenticidade; tradução do título de condução, autenticada pelo serviço consular de Portugal ou de outro Estado membro no respectivo país, quando o seu conteúdo não estiver em língua portuguesa, francesa, inglesa ou espanhola. O processo custa 24 euros.

(Revista AutoFoco nº433 de 10 a 16 de Julho de 2008- p.33)

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July 14, 2008

Onde Consultar o Registo do Condutor - Estou na «lista negra»?

A lista negra dos condutores contra-ordenações graves e muito graves no corrículo chama-se Registo Individual de Condutor (RIC) e pode ser consultada pelo próprio condutor.

O pedido pode ser feito pelo correio para Auturidade Nacional de Segurança Rodoviária, Av. da República nº. 16, 1069-055 Lisboa ou directamente num dos 18 Gonerrno Cívis do Continente (veja lista em www.mai.gov.pt/lertexto.asp?id=68 para saber qual o da sua área de residência).

No pedido, para além do modelo - pode ser descarregado na Internet em www.dgv.pt/formularios/formularios.asp, é necessário anexar fotocópia do Bilhete de Identidade e da Carta (ou Licença de Condução). Em simultâneo terá ainda de enviar 6 euros, por cheque ou vale postal à ordem da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária.

Caso a taxa seja de valor superior, em virtude de a certidão conter mais de uma lauda (folha), deve pagar a diferença, pelos mesmos meios, quando for levantar da certidão ou quando tal lhe for solicitado pela ANSR.

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July 22, 2008

Saturnino Braga - No Templo do Céu

Roberto Saturnino Braga
Roberto Saturnino Braga

No ano de 1986, assinou Convénio de Geminação em Pequim.Depois percorreu várias visitas á China, visitou o Templo do Céu, este Templo, onde os imperadores ofereciam sacrifícios ao céu e que após a Libertação em 1949, se tornou num parque popular, foi também do agrado dos hóspedes do Rio.Quando os hóspedes brasileiros chegaram ao Altar do Terraço Circular, outro lugar histórico deste parque.

Na Grande Muralha

Como estava a nevar e a estrada que conduz à Grande Muralha intransitável.

A visita a Grande Muralha foi suprimida. Ao saber disso, os amigos brasileiros ficaram de mau humor, dizendo que seria uma lástima um estrangeiro vir à China e não conseguir ver com os seus próprios olhos a Grande Muralha. O departamento de recepção compreendeu a reacção dos hóspedes e fez todo o possível para que o desejo dos hóspedes se realizasse, e finalmente os hóspedes brasileiros visitaram a Grande Muralha...

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July 26, 2008

Museu Igreja de S. Roque - Lisboa

 

Museu Igreja S. Roque
Museu Igreja S. Roque

 

 

Museu de S. Roque - situa-se no Largo da Trindade em Lisboa.

O Museu de S. Roque abrange, como físico a Igreja de S. Roque, as construções da Casa Professa da Companhia de Jesus e todos os anexos estruturais da igreja. O seu espaço cultural engloba um tempo que se inicia no primeiro quartel do século XVI e termina na contemporaneidade, caracteriza-se como Museu de Monumento pela situação singular de estar adstrito a dois monumentos de importância capital para a História da Arquitectura – Igreja de S. Roque, Capela de S. João Baptista – tal não significa, de modo absoluto, um menor valor das colecções móveis mas o reconhecimento de linhas de força que hierarquizam a conjuntura, estruturando-a. É ainda locus histórico de uma realidade urbana – o Bairro Alto (de S. Roque). Interliga-se também com a história do estabelecimento da Companhia de Jesus em Portugal e com a acção missionária desenvolvida pela Província portuguesa da Companhia além fronteiras e é palco dos últimos factos da história da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

A definição de esquemas estéticos, quando se começa a erguer a Igreja de S. Roque no terceiro quartel do século XVI, tem a sua génese a partir da delimitação de um programa religioso. É este programa que traduz o Concílio de Trento e que os Jesuítas exemplificaram no núcleo a partir do qual o templo se estrutura.

O estímulo da piedade por via emotiva, a clareza, simplicidade e inteligidade, a forma de expressão utilitária e económica são outros tantos meios de acção de uma religião que se quer inovadora. Surgem, assim no território português, as construções que irão caracterizar uma arquitectura de que S. Roque é um exemplo.

Escolhida a implantação, a da antiga ermida manuelina de S. Roque – 1525-1527, constituiu-se hoje por uma forma nitidamente definida, de uma só nave, compacta, desenvolvendo-se em andares com galeria sobre as capelas laterais e cuja fachada rígida, e de uma grande simplicidade, se articula em superfícies lineares.

O interior define-se a partir de oito capelas, agrupadas quatro a quatro, e de uma capela-mor e pequenos altares abrindo para um transepto inscrito.

O princípio geral do interior vai combinar-se a partir de um jogo de iluminação e uma alternância de valores claros e escuros, conferindo-lhe grande variedade. Pela prática de dourar grandes superfícies, recobrir outras de azulejos ou mármores e entrando com a luz, como um valor, obtêm-se um jogo de tonalidades que, criando um sistema volumétrico artificial, dará ao espaço interior da igreja uma perspectiva singular.

Das capelas, é talvez a capela-mor com o seu retábulo a que melhor exemplifica um sentimento jesuítico. Compõem a representação da iconografia da Companhia, os Santos Francisco Xavier, Luiz Gonzaga, Francisco de Borja e Inácio de Loyola. Composta em duas ordens coríntias, a sua parte superior abre-se para dar acesso a um camarim de exposição do Santíssimo Sacramento. É inteiramente policromado baseando-se, quanto à compartimentação, em modelos locais e uma certa rigidez irão ligá-lo, dentro do princípio unitário, entre a talha e a arquitectura, à expressão também seca da fachada.

Partindo do retábulo da capela-mor, que de certo modo funciona como elemento ordenador e inspira alguns dos alteres, vamos ver definirem-se dois tipos principais, retábulos que inspirados numa certa concepção paladiana, de entablamento quebrado e decoração sóbria, mantêm, dentro do século XVI, um espírito arcaizante: capelas do Menino Perdido, de S. Francisco Xavier –a capela de Santo António, que repetia a mesma organização, foi alterada ao gosto neo-clássico após 1755: uma outra composição, desenvolvendo-se a partir de arco de volta perfeita, adopta uma decoração luxuriante, por vezes monótona, e que, se no altar de Nossa Senhora da Piedade, com a sua cena central do Calvário, tem uma certa largueza, já assume, nas duas capelas do lado direito, do Santíssimo e de Nossa Senhora da Doutrina, uma expressão estereotipada.

Se as superfícies douradas de talha são o valor dominante do espaço de S. Roque, não menos importância tem a introdução de claros representados pelos azulejos e mármores, estes, intradorso e paramento de arcos, também estátuas diversas, são contudo menos importantes que aqueles, que revestem os grandes panos de superfície de parede em ponta de diamante – datados de 1596, - e sobretudo o revestimento policromo da capela de S. Roque, de 1584, assinado por Francisco de Matos.

A cobertura da igreja, consequência da proposta implícita na planta, define-se num sistema arcaizante: um tecto de madeira com uma superestrutura de vigamento, também de madeira, que na parte inferior é preenchido por uma pintura ilusória, com uma perspectiva conseguida de abóbada, e que hoje se encontra alterada por repintes sucessivos.

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Museu de S. Roque/Igreja de S. Roque

 

1- ...1 - Capela da Senhora da Doutrina.

n ....2 - Capela de S. Francisco Xavier

3- ...3 - Capela de S. Roque

4- ...4 - Capela do Santíssimo

5- ...5 - Capela Môr

6- ...6 - Capela de S. João Baptista

7- ...7 - Capela da Senhora da Piedade

8- ...8 - Capela de Santo António

9- ...9 - Capela do Menino Perdido

10- .10 -Altares das Relíquias

11- .11 -Altar da Anunciação

12- .12 -Altar em mármore-Pietá

13- .13 -Altar do Presépio

14- .14 -Sacristia

15- .15 -Túmulo D. Tomás de Almeida

16- .16 -Túmulo D. João de Borja

17- .17 -Túmulo Francisco Tregian

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