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| 1667- A Cidade Proibida |
Construção, 1406-1420. A Cidade Proibida seguiu príncipios de planeamento urbanístico com 1.500 anos, consagrados num texto clássico confuciano. Um imperador só servia de mediador do equilíbrio cósmico entre o Céu e a Terra se residisse numa capital adequadamente ordenada. O fogo constituía uma ameaça permanente aos edifícios de madeira. Pouco depois de terminados, os três grandes pavilhões centrais foram reduzidos a cinzas por um incêndio e apenas em 1440 voltaram a ser reconstruídos. Partes do complexo arderam e foram reerguidas pelo menos oito vezes durante a dinastia Qing, a última das quais em 1888.
Regresso do Imperador a Pequim, batedores do séquito do imperador Kangxi entraram na Cidade Proibida em 1689, após uma digressão de oito semanas, uma das muitas do seu reinado. Neste rolo comemorativo da viagem, elites militares e civis alinham-se num pátio para dar as boas-vindas a Kangxi. Ao fundo, os carregadores da liteira imperial aguardam para o transportar até ao Pavilhão da Suprema Harmonia, que se encontra envolto em neblina para transmitir a natureza dicina do poder imperial.
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