Saudade....
Considerada a palavra portuguesa por excelência; cedo surgida na literatura, não tem tradução noutras línguas. Reivindicada como criação portuguesa, para expressar uma pendência típica da alma lusitana: uma ância melancólica ( que supõe a ausência de um bem ). Perpassa na canção e em toda a criação literária portuguesa, associada à mitologia portuguesa substante nas palavras Longe, Distância, Demanda , Espera (sebastinianismo): das " cantigas de amigo " - Aí Flores, aí flores do verde pino ", á " Menina e Moça "de Bernardim Ribeiro ( " Menina e moça me levaram de casa de minha mãe para muito longe, até à inspiração da corrente literária do " saudosismo " defenida em torno da Revista " Águia " (1910) e cujos principais doutrinadores e guias foram o poeta Teixeira de Pascoaes e o filósofo Leonardo Coimbra. O grande poeta romântico Almeida Garrett, descreve-a assim: " Saudade, doce amargo de infelizes.
Delicioso purígir de acerbo espinho..." Desde aí, pode dizer-se que todos os grandes poetas portugueses foram, de uma maneira ou de outra, saudosistas, até Fernando Pessoa e José Régio.
Para a filosofia do saudosismo, ela é o cerne da escatologia vivida colectivamente como " sebastinianismo ", como saudade futurante.
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