O Pavilhão Octogonal ( Pak Kok Ting ) tem sido também a mais popular das bibliotecas para os chineses de Macau, desde a sua fundação. Mas este elegante Pavilhão não foi originalmente construído com a finalidade que hoje tem. O Pavilhão Octogonal, propriedade de um macaense, foi erigido em 1927, segundo um projecto de Chon Kuan Pui, um famoso arquitecto chinês, ao tempo. Depois disso, o edifício andou de mão em mão. Serviu de cantina, restaurante português e sala de bilhar. Finalmente, em meados dos anos 40, foi adquirido pelo conhecido empresário Ho Yin, na altura vice-presidente da ACM.
Em 1947, a direcção da Associação Comercial decidiu criar uma biblioteca pública de matriz chinesa, com o objectivo de promover as actividades culturais de Macau. Ho Yin gostou tanto da ideia que prontamente doou o Pavilhão Octogonal à câmara de comércio para aí ser instalada a biblioteca.
Leitores fieis
O bem mais valioso do Pavilhão são os seus leais e acérrimos defensores – um grupo de leitores idosos. Ao longo dos anos, este grupo tem construído uma relação muito íntima com a biblioteca. Eles nem se importam com o ambiente congestionado do Pavilhão – dois pisos com uma área total de apenas 600 pés quadrados. Ir à biblioteca ler o jornal favorito tornou-se uma saborosa rotina. Para eles, o Pavilhão é o local apropriado para se informarem sobre Macau e sobre o mundo.
Os locais talvez respirem de alívio pelo facto de o projecto de reconstrução não ter sido levado avante. É que o Pak Kok Ting é algo mais do que uma mera biblioteca: representa a Macau dos bons velhos tempos, uma memória que nenhum moderno edifício poderá fazer perdurar.
E lá está ele: testemunha muda das rápidas mudanças por que passou o território em quase setenta anos. A sua importância patrimonial não é, nem um pouco, menor do que a de qualquer outro edifício classificado, ou monumento
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