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| Museu Igreja S. Roque |
Museu de S. Roque - situa-se no Largo da Trindade em Lisboa.
O Museu de S. Roque abrange, como físico a Igreja de S. Roque, as construções da Casa Professa da Companhia de Jesus e todos os anexos estruturais da igreja. O seu espaço cultural engloba um tempo que se inicia no primeiro quartel do século XVI e termina na contemporaneidade, caracteriza-se como Museu de Monumento pela situação singular de estar adstrito a dois monumentos de importância capital para a História da Arquitectura – Igreja de S. Roque, Capela de S. João Baptista – tal não significa, de modo absoluto, um menor valor das colecções móveis mas o reconhecimento de linhas de força que hierarquizam a conjuntura, estruturando-a. É ainda locus histórico de uma realidade urbana – o Bairro Alto (de S. Roque). Interliga-se também com a história do estabelecimento da Companhia de Jesus em Portugal e com a acção missionária desenvolvida pela Província portuguesa da Companhia além fronteiras e é palco dos últimos factos da história da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.
A definição de esquemas estéticos, quando se começa a erguer a Igreja de S. Roque no terceiro quartel do século XVI, tem a sua génese a partir da delimitação de um programa religioso. É este programa que traduz o Concílio de Trento e que os Jesuítas exemplificaram no núcleo a partir do qual o templo se estrutura.
O estímulo da piedade por via emotiva, a clareza, simplicidade e inteligidade, a forma de expressão utilitária e económica são outros tantos meios de acção de uma religião que se quer inovadora. Surgem, assim no território português, as construções que irão caracterizar uma arquitectura de que S. Roque é um exemplo.
Escolhida a implantação, a da antiga ermida manuelina de S. Roque – 1525-1527, constituiu-se hoje por uma forma nitidamente definida, de uma só nave, compacta, desenvolvendo-se em andares com galeria sobre as capelas laterais e cuja fachada rígida, e de uma grande simplicidade, se articula em superfícies lineares.
O interior define-se a partir de oito capelas, agrupadas quatro a quatro, e de uma capela-mor e pequenos altares abrindo para um transepto inscrito.
O princípio geral do interior vai combinar-se a partir de um jogo de iluminação e uma alternância de valores claros e escuros, conferindo-lhe grande variedade. Pela prática de dourar grandes superfícies, recobrir outras de azulejos ou mármores e entrando com a luz, como um valor, obtêm-se um jogo de tonalidades que, criando um sistema volumétrico artificial, dará ao espaço interior da igreja uma perspectiva singular.
Das capelas, é talvez a capela-mor com o seu retábulo a que melhor exemplifica um sentimento jesuítico. Compõem a representação da iconografia da Companhia, os Santos Francisco Xavier, Luiz Gonzaga, Francisco de Borja e Inácio de Loyola. Composta em duas ordens coríntias, a sua parte superior abre-se para dar acesso a um camarim de exposição do Santíssimo Sacramento. É inteiramente policromado baseando-se, quanto à compartimentação, em modelos locais e uma certa rigidez irão ligá-lo, dentro do princípio unitário, entre a talha e a arquitectura, à expressão também seca da fachada.
Partindo do retábulo da capela-mor, que de certo modo funciona como elemento ordenador e inspira alguns dos alteres, vamos ver definirem-se dois tipos principais, retábulos que inspirados numa certa concepção paladiana, de entablamento quebrado e decoração sóbria, mantêm, dentro do século XVI, um espírito arcaizante: capelas do Menino Perdido, de S. Francisco Xavier –a capela de Santo António, que repetia a mesma organização, foi alterada ao gosto neo-clássico após 1755: uma outra composição, desenvolvendo-se a partir de arco de volta perfeita, adopta uma decoração luxuriante, por vezes monótona, e que, se no altar de Nossa Senhora da Piedade, com a sua cena central do Calvário, tem uma certa largueza, já assume, nas duas capelas do lado direito, do Santíssimo e de Nossa Senhora da Doutrina, uma expressão estereotipada.
Se as superfícies douradas de talha são o valor dominante do espaço de S. Roque, não menos importância tem a introdução de claros representados pelos azulejos e mármores, estes, intradorso e paramento de arcos, também estátuas diversas, são contudo menos importantes que aqueles, que revestem os grandes panos de superfície de parede em ponta de diamante – datados de 1596, - e sobretudo o revestimento policromo da capela de S. Roque, de 1584, assinado por Francisco de Matos.
A cobertura da igreja, consequência da proposta implícita na planta, define-se num sistema arcaizante: um tecto de madeira com uma superestrutura de vigamento, também de madeira, que na parte inferior é preenchido por uma pintura ilusória, com uma perspectiva conseguida de abóbada, e que hoje se encontra alterada por repintes sucessivos.
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Museu de S. Roque/Igreja de S. Roque
1- ...1 - Capela da Senhora da Doutrina.
n ....2 - Capela de S. Francisco Xavier
3- ...3 - Capela de S. Roque
4- ...4 - Capela do Santíssimo
5- ...5 - Capela Môr
6- ...6 - Capela de S. João Baptista
7- ...7 - Capela da Senhora da Piedade
8- ...8 - Capela de Santo António
9- ...9 - Capela do Menino Perdido
10- .10 -Altares das Relíquias
11- .11 -Altar da Anunciação
12- .12 -Altar em mármore-Pietá
13- .13 -Altar do Presépio
14- .14 -Sacristia
15- .15 -Túmulo D. Tomás de Almeida
16- .16 -Túmulo D. João de Borja
17- .17 -Túmulo Francisco Tregian
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«Bessa Almeida» says:
(Como lá chegar)
Metro, sair na estação Baixa-Chiado e subir a Rua da Misericórdia.
Pode também subir o elevador da Glória, que parte dos Restauradores.