Vindos da China e da Coreia
O comércio feito ao longo das Rotas das Especiarias estava, inicialmente, bastante bem localizado. Só nos séculos VII e VIII começaram os navios vindos da China a navegar por todo o Médio Oriente e vice-versa. Mas estas viagens mais longas continuavam a seguir rotas que tinham sido estabelecidas séculos antes.
Em 1207 a.C. chegou ao poder no Norte da China uma família real de nome Zhou. A sua dinastia durou mais de 800 anos, até 221 a.C. Durante este tempo, a área de influência chinesa estendeu-se, e houve um grande aumento de comércio com outras nações. Esta expansão continuou durante a dinastia chinesa. A antiga cultura chinesa tinha produzido soberbos artesãos, e os seus produtos eram altamente apreciados, em particular a bela seda, material que nenhum outro país sabia produzir.
Outras exportações incluíam as especiarias, como a cássia e o gengibre, o ferro e o jade. Os mercadores da Coreia, do Japão e do Sudeste Asiático congregavam-se nos portos chineses, trocando os seus produtos pelos do Império Celestial.
Um dos principais povos a estabelecer comércio com a China foi o povo coreano.
Os dois povos comerciavam por terra e por mar. A partir de 140 a. C., houve, regularmente, feiras comerciais na fronteira do Norte da China, onde podiam ser compradas peles e outras mercadorias valiosas vindas da Península Coreana. Os navios coreanos faziam-se à costa à volta do extremo norte do Mar Amarelo e aportavam na Península de Cantão, enquanto outros atravessavam o mar aberto, até Nagasáqui, no Japão. Daí, voltavam para a China, dirigindo-se para os rios Hoão ou Iansequião, ou mesmo para a Baía de Hancheu.
Mais para sul, os navios – ou juncos – chineses transportavam carregamentos pela costa, até P´anyu (Cantão), e Cattigara, no Vietname do Norte. Por esta altura também existiam relações comerciais entre a China e Java. Os navios saíam de Cattigara e de Fucheu, a norte, e viajavam através das Filipinas até às Molucas e Java Oriental.
A viagem demorava, ao todo, vários meses, mas os navios regressavam carregados de cravo-da-índia, noz-moscada e maça.
Pelo menos desde 200 a.C. que os juncos chineses navegavam até à Península de Malaca e ao Estreito de Malaca, a sul. Aqui, encontravam e negociavam não apenas com povos indonésios, mas também com mercadores indianos. Pois para lá do Estreito está situada a vastidão do Oceano Índico – e a riqueza da própria Índia.
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