The very urban creator' spirit of Carlos Alexandre roams through Lisbon, Paris, Hamburg, Chicago, New York and other great cities.

Soon after he internalizes the collected images in his photographic unconscious and transforms them into recent memories. Or old, I say, once the vibration of colours and movement is untimely, sometimes more definite and understandable than others but always the same acute and poetic look catching the intense instant which escapes through the circumstantial landscape afterwards.

I also talk on a pastoral Carlos that catches from the rural world other movements necessarily slower and more telluric but the same expressionism pouring out colours and tones easily incoming from nature.

I still stress the drawings and paintings he creates quite easily in format A4 like someone shedding leaves of a calendar or notebook as they were his disguised heteronyms acrobatically jumping out from the paper leaves limited space in the ludic exercise of whom can waste time, talent and inspiration.

Like a few other national artists of high merit and quality he is less known and divulged in his own homeland. However, it could be the other way round. For instance, a Carlos Alexandre so famous as the prolix and fantastic American LeRoy Neiman that expresses himself with the same splendid modern and difficult style where the movement is the most important and visible element of a master-piece, fading away when surprised by our attentive and moved contemplation.

O urbaníssimo génio criador de Carlos Alexandre deambula por Lisboa, Paris, Hamburgo, Chicago, Nova Iorque e outras grandes urbes. Depois interioriza as imagens recolhidas no seu inconsciente fotográfico e transforma-as em memórias recentes. Ou antigas, digo eu, já que a vibração de cores e movimento se mantém intempestiva, por vezes mais definida e perceptível do que outras, mas sempre o mesmo olhar penetrante e poético a captar o intenso instante, e depois a escapar-se pela paisagem circunstante.


Falo também de um Carlos pastoral que vai buscar ao mundo rural outros movimentos, forçosamente mais lentos e telúricos, mas o mesmo expressionismo a verter pelas cores e tonalidades que lhe surgem da natureza com óbvia facilidade. Destaco ainda os desenhos e pinturas em diversas técnicas de formato A4 que produz com a facilidade de quem folheia calendários ou blocos de notas, como se fossem seus disfarçados heterónimos a saltarem acrobaticamente para fora dos reduzidos limites das folhas de papel, no lúdico exercício de quem se dá ao luxo de desperdiçar tempo, talento e inspiração.


Há semelhança de alguns outros artistas nacionais de elevado mérito e qualidade, é na sua pátria que é menos conhecido e divulgado. E, contudo, poderia ser de outra maneira. Por exemplo, um Carlos Alexandre tão famoso quanto o prolixo e fantástico americano LeRoy Neiman que, tal como ele, se exprime genialmente num estilo moderno e difícil em que o movimento é assumido como o componente mais visível e importante da obra de arte, desvanecendo-se quando surpreendido pela nossa atenta e comovida contemplação.

by Armando Taborda, October 1, 08

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(article 1st edition, 2008; 2nd edition, 2016)