Amigos


Muitas das vezes eu me pergunto por que eu não vejo mais logs nas listas brasileiras. Quando eu publico os meus logs eu percebo um certo interesse, alguns me escrevem solicitando esquema da antena, perguntando sobre equipamentos e etc. Daí, então, não se pronunciam mais. Entendo então que a partir das perguntas feitas ainda existe a tendência de se associar escutas com equipamentos. Ouço rádio desde a década de 70 e naquela época eu iniciei as minhas escutas em três rádios valvulados. Um de minha Avó, um que meu pai montou quando fez um curso de radiotécnico e um “três em um” da Philips. Com o rádio de minha avó eu escutei a primeira transmissão da saudosa Radio Nederland em português para o Brasil. Com o segundo, montado por meu pai, eu fiz as principais escutas e tomei gosto pelo DX propriamente dito e com o Philips as escutas se tornaram mais seletivas e de maior qualidade. Interessante que o rádio que meu pai montou não possuía a escala de dial, assim eu tinha que fazer diversas marcações para poder identificar a proximidade da frequência. Não tinha internet naquela época, toda a correspondência era feita através dos correios, e acredite, demorava muito. O bom daquela época era a quase ausência de ruídos elétricos. Nada de vídeo games, celulares, carregadores, cercas elétricas, antenas de internet sem fio, computadores, TVs de plasma, LCD e outras parafernálias eletrônicas e elétricas de hoje em dia. Assim, o que valia mesmo era as pesquisas nas publicações de logs dos colegas através dos boletins dos clubes dexistas, das informações mais atualizadas dos programas de DX e do ouvido e da paciência do dexista. Com o aumento dos ruídos elétricos nas zonas urbanas e a facilidade da montagem e compra de equipamentos auxiliares chegou a era da vinculação do bom DX com o uso ou a necessidade de se ter esses equipamentos. Não nego que os equipamentos auxiliares ajudam nas escutas, não há como negar isso, mas para se fazer DX o melhor equipamento é sem dúvida um local com o menor nível de ruído, paciência e um ouvido treinado. Eu sinceramente acredito que esses três itens estão disponíveis para a maioria dos amigos que escutam rádio. Então o que falta? Dos três itens dois são o que os amigos precisam se dedicar mais: treinar o ouvido e ter paciência. Também, perca a timidez e publique as suas escutas, só podemos aprimorar o que fazemos quando praticamos. Eu peço desculpas aos colegas porque publico os meus logs em inglês, mas é que assim fazendo eu posso compartilhar as escutas com as listas de outros países onde ainda o log é o principal produto de se praticar o dexismo. Tente amigo, publique seus logs. Se precisar de dica pode solicitar a ajuda. Ainda hoje eu estou aprendendo diante a larga experiência dos colegas estrangeiros e dos logs do amigo Lúcio Otávio de Embu-SP. Ao se praticar o dexismo e aprender a se enviar corretos relatórios de recepção você se encantará com os QSLs recebidos. Há colegas no sul do país que são verdadeiros colecionadores: Rudolf Grimm, Ivan Dias, Rubéns Ferraz Pedroso, Fabrício Silva e outros. Não deixemos o DX se acabar e saiamos do anonimato para desfrutarmos da associação e do compartilhar as alegrias do DX com os demais colegas.


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Jorge Freitas
Local time -2 UT
Feira de Santana Bahia
12°14´S 38°58´W - Brasil
Degen 1103 - All listening in mode of fil
ter Narrow the 6 kHz.
Dipole antenna, 16 meters - east/west
Escutas (listening, my blog):
http://www.ipernity.com/doc/75006