Afirmar que o Homem é um viajante é como caracterizar a própria espécie. Desde os tempos mais primitivos, fazendo uma pequena paragem no presente e imaginando o futuro, conseguimos admirar toda a evolução socio-psico-cultural que o Homem percorreu. Paralelamente às viagens físicas onde o Homem explora e experiencia culturas e ambientes alheios ao seu, o ser, desde a sua nascença até à sua morte tem uma constante viagem pela vida onde aprende tanto coisas boas como coisas más. E, é nesta grande viagem que o Homem retira do seu ambiente social todas as emoções, acções, políticas, aprendizagens, quer consciente ou inconscientemente de modo a "construir" um eu, único, em constante evolução.

Somos seres tão únicos que por vezes tememos a nossa própria evolução. Receamos que um dia passemos da ignorância do simples querer da sobrevivência para um egoísmo incansável, em que anseamos alcançar o que ainda ninguém alcançou, e de nos tornarmos em "máquinas do pensamento futil" sem olhar para a nossa verdadeira essência, sem apreciarmos a nossa bela viagem pela vida!