Cada cara é uma cara, cada cara tem a sua feição natural, os seus traços adquiridos por via dos seus progenitores e as suas próprias expressões. É esta composição de factores que torna uma cara tao única, um elemento fundamental de identificação de uma pessoa.

O que confere á cara o seu carácter único são as expressões que ela própria transmite, sendo estas expressões um reflexo da sua mente, isto é, a cara apenas exterioriza aquilo que a mente reflecte.

Tal como a cara, o cérebro, é outro elemento único e característico do seu próprio portador. O que na verdade pretendo exprimir é que não existem cérebros iguais, isto é, estou a referir me a sua parte física como: a sua dimensão, o seu aspecto e a sua textura. Também a parte psíquica do cérebro é outra das particularidades que o torna tao único, e isto porquê? Não só porque, o cérebro é um órgão que apresenta inúmeras configurações, podendo até ser o orgão mais distinto do ser humano, mas também devido a uma funcionalidade do cérebro denominada plasticidade que é responsável pela sua remodelação em função das experiências do sujeito, em reformular as suas conexões em função das necessidades e dos factores do meio ambiente, é a plasticidade fisiológica que permite a aprendizagem ao longo de toda a vida.

Pois a cérebros diferentes apenas podem corresponder diferentes memórias experiênciadas pela pessoa em questão, apresentando características diferentes e, obviamente, aptidões diversas. Posto isto, podemos então inferir que a cara é o espelho do cérebro, uma relação tão estreita entre dois elementos tao únicos que tornam o indivíduo biológico um ser tão original!