O homem é um ser dependente dos seus semelhantes. E como tal não pode viver sozinho. Assim, através dessas interacções ele passa a construir o seu “Eu” ao longo da vida. Ou seja, em função dessas socializações, perante culturas diferentes, o homem evolui, criando e transformando o seu próprio estilo de vida, os seus ideais.

É na base da existência do homem que está a procura pela felicidade. E como tal, tudo o que faz visa essa conquista. E é por aí que passam as suas crenças, as suas leis, valores, hábitos…no fundo a sua cultura. Cultura essa que tem grande peso quanto ao modo de se comportar, pensar, sentir… A missão de ser feliz ainda se torna mais complexa quando á nossa frente existem inúmeras comunidades com culturas diferentes. Passa-se que para terem a sua cultura actual estas comunidades conciliaram imensos factores históricos bem como demográficos e ambientais o que as levou ao seu modo de vida, como unidade.

Poderia considerar que existe uma cultura só na “comunidade Terra”.Mas não! Há vários padrões culturais espalhados por ela. Mas mais ainda considero culturas e não cultura, porque (regra geral) uma pessoa não se cinge apenas a uma cultura. Pelo facto de não sermos apenas o fruto de uma cultura. Raciocinamos, e isso permite-nos escolher, pelo menos no nosso íntimo, aquilo que julgamos fazer-nos felizes. Deste modo, nós não só aceitamos aspectos culturais como também construímos e transformamos a nossa cultura, que estaremos a transmitir posteriormente aos nossos semelhantes, contribuíndo para a evolução do Homem enquanto ser racional (aculturação).

Entristece-me e sobretudo revolta-me como é que ainda há países onde não há liberdade emocional! Algumas culturas impedem as mulheres de fazer algo tão simples como mostrar a cara, sorrir, ou ter qualquer tipo de prazer. São submetidas a situações deploráveis em respeito à sua cultura. E é essa mesma cultura que as pressiona a aceitar esses rituais. E é aqui que foco, que elas pensam, por muito que lhes custe , que está certo e que o cumprimento vai levá-las à felicidade que passa por metas muito distintas de outras comunidades. Informação é poder! Se elas tivessem como saber que o mundo não é todo assim. Se tivessem como saber que noutros lugares as mulheres não nascem para ser submissas, mas sim para serem livres, talvez pudessem agir de forma a tomar um papel livre, como pessoas que são com todo o direito ao Tudo!

É interessante esta diversidade cultural. Afinal, considero que é bom sermos diferentes! Porquê? Pela riqueza da aglutinação de todas as informações que conseguimos captar ao longo da vida das diferentes culturas existentes nesta grande comunidade a que chamamos Terra! É o desconhecido, é o novo, o revolucionário que nos desperta a atenção. Então se fizéssemos todos parte de uma só comunidade ou de várias partilhando todos o mesmo padrão cultural, seria menos interessante esta viagem pela Vida? É possível que não para alguns... pois todos temos a nossa individualidade... e isso basta para atingir a diferença … mas não basta para saciar a curiosidade infinita. Sim, o infinito… deveria ser essa a nossa meta... Arrisquem ser felizes! Eis o desafio!