A frase aqui apresentada defende a ideia segundo a qual cada ser humano é o resultado da junção do código genético que herdou e das suas experiências sensoriais e cognitivas. Cada ser humano herda características físicas (cor dos olhos ou da pele, tamanho da caixa craniana ou do cérebro, etc) que, em princípio, já o distinguem de todos os outros. Esta individualidade é acentuada pela socialização e pelo conjunto das suas aprendizagens intencionais ou não.
Podemos, assim, afirmar que o ser humano transcende o seu código genético pela experiência, pelas suas vivências e pelo meio físico e social envolvente.
Tomemos o caso de gémeos homozigóticos, chamados idênticos, pelo facto de serem dois seres absolutamente iguais quando nascem. Naturalmente as suas experiências de vida serão distintas, ainda que próximas. As alegrias e contrariedades, o tempo de exposição ao sol, ao frio, a alimentação e até a atenção dispensada por pais, educadores e amigos definem as expressões faciais e moldam os rostos, individualizam cada um. De igual modo as aquisições cognitivas e as sensações vão sendo interiorizadas de forma diferente tornando cada cérebro absolutamente único. Enfim…apesar dos genes serem iguais, isso não irá impedir a diferença crescente que vai haver no cérebro dos gémeos.
Concluindo, a ideia principal está directamente ligada aos conceitos de fenótipo e genótipo., Entende-se por genótipo a composição genética elementar de um organismo relativamente a uma ou várias características que determinam a transmissão dessas mesmas características e por fenótipo as características visíveis de um indivíduo, que são definidas pela expressão do seu genótipo (isto é, do seu património hereditário) juntamente com a influencia exercida pelo meio ambiente.