Quando era mais pequena, quando pensava em cultura, ligava sempre esse termo a ser-se culto, a ser-se uma pessoa instruida em numerosos campos. (De facto é incrivel como a mente humana consegue ser limitada nalguns assuntos, principalmente quando não nos debruçamos sobre eles).Porém, tanto se falava em cultura, que tive que me questionar no que era, realmente, a cultura.Para chegar a este conceito, comecei primeiro por pensar na minha propria cultura, a que estilo ou a que grupo me colocaria, começando a ver a minha forma de vestir, que era semelhante aos da minha cultura, o vocabulário que frequentemente uso, nos meus ideais, nos meus preconceitos, naquilo que me foi ensinado e, fui me apercebendo da complexidade, cada vez mais crescente, da questão.Deverá então entender-se que o indivíduo vive na sua própria cultura, pois, desde o momento em que nasce, a sua história é feita com base nos modelos tradicionalmente transmitidos pela sua comunidade, de geração para geração, e que, a cultura é vivida pelos indivíduos.Deste modo, é fácil chegar á conclusão de que a cultura não se pode definir ou identificar como modelo único, cada aspecto de cada cultura não se pode generalizar, pois pode seguir padrões aleatórios.Existem várias culturas diferentes, no entanto, em todas elas existem ideias e emoções.A partir do momento em que o indivíduo nasce, são os padrões de cultura do ambiente em que cresceu que irão moldar as suas acções e experiência.Contudo, na verdade, basta olhar ao nosso redor para sabermos que, há muitas culturas dentro de cada país.No caso do Brasil, temos contribuições culturais da colonização, pelos portugueses, dos africanos que foram trazidos como escravos, dos emigrantes, japoneses...O que mantém a unidade, entre várias culturas é a ocupação de um mesmo território, o uso da mesma língua, a compartilhação de uma mesma história racional.