Com o desenvolvimento das guerras napolêonicas na Europa, Dom João VI, então princípe regente de Portugal, com a invasão das tropas francesas, deixa o país e instala no Rio de Janeiro a sede do governo português. Aqui chegando, juntamente com a Corte portuguesa em 1808, D. João VI cria uma fábrica de pólvora com o objetivo de fornecer pólvora a todo império português e a segurança da nova sede do governo.A fábrica é fundada a partir do engenho de cana-de-açúcar Nossa Senhora da Conceição da Lagoa.
D. João VI, encantado com a beleza do local, cria em 13 de junho de 1808 nos arredores da fábrica, um "Jardim de Aclimação" para introdução e aclimatação de plantas exó ticas de grande valor e interesse na Europa, vindas do Oriente, onde era comum o comércio de especiarias.Posteriormente o local passa a ser chamado de Real Horto, depois Real Jardim Botânico e finalmente Jardim Botânico do Rio de Janeiro.
Atualmente o Arboreto do Jardim Botânico do Rio de Janeiro com seus 54 hectares de área cultivada, abrikga em seu interior espécimes não só de ocorrência nacional como de outras nações.
São cerca de 8200 (oito mil e duzentas) espécies, cujos indivíduos estão distribuidos segundo suas famílias botânicas e regiões de origem.
Os espécimes, aproximadamente 50.0000 (cinquenta mil), encontram-se dispostos em áreas representando seus ecossistemas de origem, como Mata Atlântica, Restinga, Cerrado e Floresta Amazônica; ou no interior de estufas como as insetívoras, das orquídeas, das cactáceas e das bromélias.No Arboreto, propriamente dito, estão organizados por coleções, tais como: as das aráceas, das palmeiras, das rosáceas, das plantas medicinais, etc.


Texto retirado Conhecendo Nosso Jardim Roteiro Básico de autoria do Instituto de Pesquisas do Jardim Botânico do Rio de Janeiro...