O planeamento e gestão urbanística sustentável do território, com vista à valorização do Concelho, é o principal desígnio do Departamento de Urbanismo da Câmara Municipal de Setúbal. A partir deste serviço é realizado o controlo do desenvolvimento urbanístico de maneira a garantir a correta ocupação do solo, em concordância com as regras legais e os instrumentos de planeamento definidos.A Autarquia tem em especial atenção a adequada integração urbanística das edificações, infraestruturas e equipamentos, promovendo a gestão, recuperação e requalificação urbanística, em particular no centro histórico.A condução de processos negociais que visem a aquisição ou alienação de solos pelo Município e a promoção de condições que assegurem mobilidade urbana para todos são outras das competências do Departamento de Urbanismo.Quando falamos em urbanismo e mobilidade, não podemos deixar de focar as migrações feitas de certas zonas do país para a cidade de Setúbal, de pessoas vindas de Aveiro, alto e baixo Alentejo, aquando da expansão das indústrias conserveiras na cidade.A via-férrea entre Lisboa e Setúbal foi inaugurada no ano de 1861, a cidade do Sado ficou desta forma mais fácil de alcançar pelas pessoas vindas do meio rural, que aqui vinham á procura de emprego. É nesta altura que começam a chegar a Setúbal figuras típicas dos primeiros varinos, eram antigos pescadores da ria de Aveiro, que se instalaram nas Fontainhas, zona ribeirinha, mantendo e partilhando tradições e costumes na nova comunidade varina de S. Sebastião.“Assim, a prosperidade da cidade assentou na integração entre a actividade pesqueira e a indústria de conservas. Entre 1890 e 1911, a população urbana quase duplicou, situando-se perto dos 30 000 indivíduos, e nas duas décadas seguintes verificou-se um aumento de mais 18 0005. Até meados dos anos 20 a população industrial iria aumentar regularmente, representando cerca de metade dos habitantes da jovem cidade.O rápido crescimento da cidade de Setúbal verificado entre os finais do Século XIX e os meados da década de 1920 foi acompanhado pelo aparecimento de uma variedade de novas edificações destinadas ao alojamento «das classes mais desfavorecidas». A par da casa térrea, unifamiliar, surgiram grupos habitacionais de desenvolvimento horizontal, destinados ao arrendamento. A sua concepção procurou optimizar o investimento, quer através da distribuição do espaço das habitações, quer utilizando materiais novos que a indústria barateou, como a telha marselhesa, o tijolo burro, a chapa, o ferro e a pequena vidraça.Os termos utilizados para qualificar estas construções foram diversos, desde asqualificações genéricas de casa e grupo de casas até às mais específicas, como casa abarracada, barraca (de madeira), barraca de alvenaria, grupo de casas abarracadas, renque de casas térreas (em Lisboa conhecidas por correntezas de casas) ou, mais excepcional e tardiamente, as vilas.O rápido crescimento da cidade de Setúbal verificado entre os finais do século xix e os meados da década de 1920 foi acompanhado pelo aparecimento de uma variedade de novas edificações destinadas ao alojamento «das classes mais desfavorecidas».Frequentemente eram apresentados projectos de construção de «uma casa» na câmara municipal que continham, na verdade, dois fogos, indo assim servir de alojamento a duas famílias pelo menos.