< Não me cansava de olhar aquele porte altivo senhorio onde o vazio me fazia lembrar a vida de silêncios que nos rodeiam no torbilhão de gente que nos cerca... O altos muros onde a éra crescia bravia impediam dos olhares indiscretos de almas vagando sem mesmo dar conta de quanto era aquele silêncio. Quantas vezes deixamos de ser quem somos somente para agradar alguém que jamais o entenderá? Quantas vezes... Quantas vezes mais poderá um ser humano, encontrar a paz, quando aquela mão esguia e branca como que em busca de algo a cortina abria no entrançado da bela teia de aranha... Era o vazio dos vultos iam e vinham aqui e ali dos momentos passados, agradecemos os momentos presentes, sem pensar que no futuro ficamos assim, na solidão que nos lembra belas histórias passadas ali... E hoje tudo é silêncio... São Percheiro em noites de Abril