É o segundo de três filhos de José Duarte Ramos Ortigão Jorge e de sua primeira mulher Maria Carlota Centeno Gorjão Henriques. É bisneto de Ricardo Jorge, trineto de Ramalho Ortigão, duas vezes sobrinho-tetraneto de João Carlos de Saldanha Oliveira e Daun, 5.º neto de José de Seabra da Silva e duas vezes 6º neto de Sebastião José de Carvalho e Melo2 Foi aluno do Colégio Militar, em Lisboa. Estreou-se ao vivo como intérprete de saxofone tenor aos 19 anos de idade, tendo sido nessa fase inspirado pelo jazz. Para além de tocar em numerosos clubes lisboetas, tocou também no estrangeiro, em países como Dinamarca, Espanha, França e Países Baixos. Fixou-se na França. No fim da década de 1970 partiu para a Índia,3 tentando redescobrir o elo perdido entre a música portuguesa e a música do oriente. Durante esse período, estudou música indiana e flauta bansuri. Dessa experiência, resultaram o álbum Goa (1979), e novas sonoridades no seu trabalho. Participou no álbum "Hoje há conquilhas, amanhã não sabemos" da Banda do Casaco. Em 1978 foi conselheiro do III Governo Constitucional, mas saiu ao fim de alguns meses. Em 1983, lançou o álbum Fado bailado,4 que viria a ser o primeiro álbum português a chegar a disco de platina. Nesse trabalho, interpretou ao saxofone diversas obras de Amália Rodrigues, com a colaboração do mestre da guitarra portuguesa António Chainho. No ano seguinte, lançou o álbum Estrada da luz, que viria a torná-lo famoso a nível nacional pelas suas interpretações com flauta de bambu. No ano de 1996, regressou ao fado, gravando o álbum ao vivo Viva o fado.4 Em 1999, compôs o hino oficial da cerimónia da transferência de soberania de Macau, tendo nesse âmbito gravado o álbum Junção, com a orquestra chinesa de Macau. O tema Macau viria a regressar à sua obra em 2008, no álbum Porto Interior, gravado em parceria com a intérprete chinesa Yanan. Em 2012, aceitou interpretar, e gravar, um álbum de "Melodias Franciscanas", em que empresta toda a sonoridade das suas flautas a melodias dos Franciscanos de Portugal (OFM), nomeadamente a composições de Mário Silva, Boaventura e Saldanha Júnior. Na gravação, feita na igreja de Santa Teresa de Jesus (Lisboa), foi acompanhado ao órgão por Renato Silva Júnior.