<br Tudo continuava igual ali na Casa vazia dentro daquele mundo que passou, será que das paredes amareladas e frias irão lembrar quem chorou? Jamais as sombras irão voltar se olhando corpos esguios para além dos espelhos embaciados pela humidade que se fazia sentir; interrompido por suspiros imaginários perdidos aqui e ali nos imensos espaços vazios... Longos corredores frios onde outrora corpos belos esguios se cruzavam. Rolam-me na face esse choro que sinto esse frio, e sigo Hoje o dia amanheceu sorridente, o sol espreitando e Julie chegou com seu ar moço e gentil, pensei, para là ficou a casa vazia, e enquanto me vestia ela preparava um café para as duas, ela reparando no meu ar indeciso abriu a porta, e esquecendo a noite em claro de ontem là fomos, havia mercado, os frutos e flores coloridos nos chamavam, comprei um molho de rabanetes que nao foram certamente à mesa do Rei, mas que fariam parte da minha ligeira refeiçao. Quando ela foi embora e senti a porta fechar, me fez pensar nas grades onde a liberdade condicional tardava a chegar... Chorei mas o rosto se mantinha calmo enquanto aguardava abrir de novo a porta que se mantinha cerrada... Sao Percheiro