Hás vezes me dá umas ganas de ser assim, tentando ser igual a todo o mundo quando afinal sou tão diferente, ninguém nunca me conheceu ttotalmente, sou mesmo como o poeta que sempre mente quando ri, quando chora para que ninguém consiga ver quem realmente sou, e assim aqueles que me lêem não sabem o quanto é difícil por vezes esconder e dar a entender que está tudo bem, quando na verdade está tudo mal.
A minha vida é como o trem guando desgovernado vai passando de estação a estação sem paragem em nenhum lado, tentando sustentar segurar a bemgala que vai mancando aqui e ali, porque é ali que está o algo errado da minha vida.
Hás vezes me dá uma raiva do caraças, então finco as unhas e lá se vai a porcaria do verniz que sempre ajuda, afinal que é a vida se não uma eterna comédia. Se me dissesses que minto não seria certo pois não é isso que sinto, e por falar no cinto, aquele cinto que nos tranca a anca mesmo que esta não deixe ou se queixe, eu não minto quando no quadro negro do vestido que não visto, eu deixo escapar aquele aperto e quase me falta o ar...
Mas como dizem o poeta é um fingidor quando grita de alegria ou chora de dor, mas não, ele sabe onde está sua razão quando em poesia escreve o que a boca cala, também não me rala quem de mim fala.
Hás vezes não consigo entender o porquê de tantos porquês desta porcaria que se chama viver, onde ninguém é sincero, talvez por medo de uma sociedade julgadora sempre pronta a julgar, sem entender que hás vezes é preciso gritar, chega, basta tirem a farsa, porque hás vezes essa farsa que nos obrigam a viver nos impedem de ver um pouco daquele sol que nos ajudaria a viver...

São Percheiro 28 de Maio 2010