Na vida existem grandes amores secretos, aqueles amores que pintamos de tons variados para que nos tragam um pouco de esperança e alegria.
A esses amores ignorados consagramos mesmo que sofrendo todo o colorido dum quadro de Picasso.
Lhe guardamos um espaço único, e dele apenas esperamos um rasgo de ternura para que segura nossa mão não trema, e a força se perca.

E ela, Elisabeth nunca perdeu essa força na luta de sobrevivência e esperança; esperança essa que passava para o papel em lindas cartas de amor e poesia.

No seu pequeno espaço, essa figura por muitos ignorada levava uma vida solitária que dedicava á sua escrita.

Um dia começou recebendo belas cartas em resposta aos seus belos poemas; apenas os ligava as belas missivas que diáriamente trocavam sem nunca se terem visto.

Um dia ele se lhe declarou, se tinha apaixonado pela mulher que escrevia tão lindas cartas, ela ficou indecisa, não sabia que responder, dele apenas já trocadas 365 cartas de amor, mas ela se isolava do mundo escondendo algo que a fazia sofrer.

Ele que também era escritor, teimou no pedido e se casaram só se conhecendo no dia do casamento.

Conta a história que viveram um ano de felicidade, tendo dádo á luz um lindo menino Elisabeth morre deixando junto ás 365 cartas de amor nos braços de Jonh, o seu mais belo tesouro.

São Percheiro