Hoje nesta tarde por entre as vidraças da janela, recordo 50 anos atrás. Na Farm (fazendo ou quinta) como lhe queiram chamar, eu recordo meu pai com seu calção de Kaki e Balalaica da mesma cor, percorrendo seus campos de café, algodão, milho,e até o bonito Girassol que nós depois sentados em grandes lonas iríamos debulhar.
Depois de ensacado meu irmão Claudio (já falecido), então rapazinho, montava no tractor como ninguém, lá ia entregar os sacos todo contente.
Quando a noite se fazia chegar, meu pai acendia o velho Petromax, indo depois ligar o gerador, isto na pequena povoação do Alua onde morávamos. Logo a mãe preparava uma papa de milho com canela, enquanto o pai lambia os beiços de tão guloso que era!
Nós,as maninhas Percheiro não gostávamos lá muito, mas de nada nos servia torcer o nariz, pois mãe Ilda não admitia refilanços...
Alua ficava perto de Namapa, e ao domingo lá tinhamos de ir á Missa na Missão do Mirrote, e muito alinhadinhos, pois quem conhecia a família Percheiro, sabia que de nada valia refilar!
Eram assim aqueles tempos naquelas terras de África!
São Percheiro hoje dia 6 de Junho 2010 (estou cá com um sono)...