Hoje acordei cedo com uma vontade louca de ver o sol, ouvir musica e escrever, e como estou so, vou aproveitar enquanto o Astro Rei nao aparece!
Escrever ouvindo musica me faz um bem incrivel, e hoje mal abri os olhos, recordei velhos tempos da minha mocidade, naqueles tempos em que dentro do possivel fui uma moça muito feliz e realizada!
Lembrei da Cronica semanal para o Diàrio que se intitulava "Da mulher para a mulher", e pensei vou escrever um pouco sobre esse tema.
Me lembrei do meu ultimo post de 2013! Tantos anos...
Recordei a mulher de entao, bonita, fràgil, bondosa e sabia!
A felicitei como sempre na data em que a mulher se tornou independente, ganhando muitos direitos que lhe eram devidos, mas me lembrei de outros tempos, e de outras mulheres bem mais interessantes, bondosas e femininas...
Aquela mulher fràgil, mas forte na luta pelo pao naqueles tempos dificeis, onde mesmo cansada nunca o sorriso se lhe apagava... nunca deixava de ir às caminhas dos filhos orando Avé Maria, e por vezes uma historia por ela inventada até o filho adormecer com a bençao do seu beijo...
Eram tempos dificeis, mas a mulher era bem mais diferente, sempre aquele sorriso de bondade e força e esperança para o marido que partia para trabalhar!
Mesmo quando com suas vizinhas amigas lavavam a roupa no rio, e enquanto ela corava ao sol, entoavam seus cantares alegres como Papoilas saltitantes, e sorriam no rosto lavado com sabao "azul e branco" que se comprava na Mercearia do Senhor Manel apontando quase sempre no "livro de fiados"!
Como eram bonitos esses tempos!
Ela trabalhava muito, mas nunca esquecia a merenda, os agasalhos e sobretudo o sorriso com que sempre os acompanhava à porta!
Aqui fica a primeira Cronica Da mulher para a mulher!
Tenham um bom dia

Sao Percheiro, 12 de Março 2013