Quando se fala em globalização pensa-se numa realidade que será reconhecida ou imposta por todo o mundo, o que na verdade não está errado, mas é mais certo dizer que a globalização é um acontecimento que sucede diariamente, e que se processa nos nossos olhos, sem termos a possibilidade de o negar.

Graças à globalização é possível fazer ligações aos povos que estão mais isolados da, que é considerada actualmente como, comunidade mundial. São cada vez mais os eventos que promovem a interligação entre países, embora frequentemente em medidas diferentes.

Mas, se isto for claramente reflectido, a globalização não é um acontecimento recente, ela tem uma certidão de nascimento precisa. A globalização começou com os descobrimentos dos portugueses. Eles é que foram os pioneiros do que, ao longo dos tempos, se tornou no acontecimento mais vivido da nossa época. Só os portugueses é que conseguiram trazer todos os povos ao convívio universal. E nós perguntamo-nos se há alguma maneira de exprimir o verdadeiro significado de globalização. A partir da obra “Infante” de Fernando Pessoa conseguimos, que diz o seguinte:
“Sagrou-te, e foste desvendando a espuma.
E a orla branca foi de ilha em continente,
Clareou, correndo, até ao fim do mundo,
E viu-se a terra inteira, de repente,
Surgir, redonda, do azul profundo”.

A partir do ato dos portugueses, o movimento da globalização continuou sempre a avançar. E nós todos estamos cada vez mais em contacto com todos, quer seja por movimentos voluntários ou pelo efeito que as tecnologias proporcionam ou quer seja por oposição, não interessa o porquê… pois em qualquer uma das escolhas o sentido da globalização é um só.