Neste artigo eu irei demonstrar o meu ponto de vista sobre o que é o "Verdadeiro Amor" do mais puro possível, referindo um pouco provérbios e também as éticas tanto a de Stuart Mill como a de Emmanuel Kant.

Há uns dias eu fazia confusão com as Frases "Amor à primeira vista" e o "Amor é cego". Ficava sempre por pensar: se o amor é cego então como pode haver à primeira vista. Disse isto na brincadeira mas de certa forma não fazia sentido. Então é que me apercebi... diz-se que o amor é cego porque amor só se pode sentir ao conhecer-mos uma pessoa, isto é, ao vermos o seu interior, personalidade e não o exterior que toda a gente pois não é aparência que irá ditar como é a pessoa em termos de ser.
No caso do amor à primeira vista acho que está mal formularizado pois o que normalmente se sente pela visão é uma atração física. Mas também há exceções, pois também existem espécies de ligações instantâneas entres duas pessoas só com o olhar, que pode significar amor à primeira vista como é dito o provérbio (mas claro por minha experiência o que pensava ser ligações entre olhares foi sempre mais um sentimento de atração física pela minha parte... infelizmente).

Muitos perguntam se existe amor verdadeiro. Esse termo pode ter vários pontos de vistas e interpretações. A meu ver, amor verdadeiro é um amor pelo qual é correspondido por ambos os parceiros, um amor que supera qualquer obstáculo, um amor que se tem uma total confiança um pelo outro sem quaisquer sinais do contrário.
Mas pergunto, será que o amor verdadeiro também é um amor apaziguado? Isto é, sem discussões, sem "lutas", só com sorrisos e beijos...? Sinceramente acho que um namoro assim é um pouco difícil de se atingir, sem discussões porque não podem exatamente tudo em comum, isso até acabaria por ser entediante na relação. Quando me refiro a amor verdadeiro refiro-me aos sentimentos, pois mesmo que haja discussões isso não quer dizer que não se amam antes durante ou depois, haverá sempre alguma coisa pelo qual haverá discussão, mas como já é dito "o que é verdadeiro não tem fim".

Se isto for visto pelos olhos de Kant, o amor tem de ser um sentimento pelo qual não é explorado. O amor tem de ser por boa vontade sem ter o objetivo de atingir um fim que beneficiaria só um, pois, de que vale haver uma relação entre duas pessoas se uma delas só está a namorar "por namorar" ou "para atingir outros meios" enquanto que a outra está a namorar porque sente-se apaixonada pelo parceiro e quer algo sério. O problema é mesmo esse, muitos acabam por iludir no início, e também há muitos que acabam por nem mostrar a sua verdadeira cara e preferem usar uma máscara até ao fim da relação (neste caso seria a pessoa que estava a iludir que acabaria com a relação).
É isto que com a ética de Kant eu penso que é o mais correto e puro, amor é amor só mesmo quando o parceiro não se está a aproveitar do outro para atingir um certo fim que só beneficiaria a si próprio. Só será considerado amor se houver uma correspondência mutúa entre os parceiros no qual nenhum está contra a sua vontade nessa relação, pois só assim é considerada como moral, certa.

Se formos ver pelo ponto de vista de Stuart Mill... bem, eu já o disse, pois durante os exemplos que dei enquanto se falou no ponto de vista de kant, todos os exemplos que eram contra são a favor da ética de Mill, pois ele é o criador da ética materialista. Stuart Mill, neste caso em concreto, diria que uma pessoa "namoraria" com um propósito que acabaria por ser um benefício para si mesmo, ignorando a opinião do outro. O que quer dizer que é um ponto de vista totalmente do contrário do que se deve considerar como "O Verdadeiro Amor".


Vistos estes pontos vistas distintos dá para concluir que o verdadeiro amor é só aquele em que é correspondido pelos dois, sem que algum tenha um propósito para se auto beneficiar.