Minha avó materna tinha um criado-mudo ao lado da cama. Mulheres ficavam incomodadas mensalmente. Minha avó paterna, goiana, tomava em chávenas o seu chá. Para minha mãe, coisas boas da vida eram da pontinha, dito com o polegar e o indicador beliscando a ponta da orelha; as coisas desagradáveis, em vez de chatas, eram pau. O irmão dela, o bilontra da família, só se interessava por mulheres se fossem pequenas do barulho ou da pá virada. O outro irmão havia sido goal-keeper do Fluminense nos tempos do foot-ball amador.