Quando soube que o Gatsby está passando em 3D, tudo se encaixou: esta versão abusou do espetáculo, do excesso, do vistoso, do teatral, dos grandes gestos. Onde o espírito da época? Onde o romance de Fitzgerald? Nas festas, pensei estar a ver um baile a fantasia na casa de um tipo ricaço e exótico dos dias de hoje. Pelo menos não vi em 3D, felizmente! Mil vezes o suave requinte em tons pastel da versão com o Redford e a M. Farrow. E mesmo a bela figura do DiCaprio não "colou" como eu pensava. Está mais pra Super Man... Mas gostei sim desta Daisy de Carey Mulligan. Mas enfim, nada contra: foi esta a "leitura" do diretor (Baz Luhrmann) e tudo bem... Só que nem por isso tenho de reconhecer naquelas imagens a década de 20. Nem por isso tenho de reconhecer ali o Grande Gatsby.

Escrevi isso lá no FB a propósito do filme, que fui ver ontem. Fica aqui essa minha impressão pros amigos não-facebookianos que viram ou vão ver ainda. Ou de repente nem vão.