Democracia sem pressão vira conluio de espertos. É preciso pressionar sim, o tempo todo. Mas os nossos canais são poucos, pouquíssimos. A mídia defende os interesses dela que sãos interesses de seus donos. Uns poucos manda chuvas.Na hora de votar, votamos e depois ninguém mais cobra ações coerentes de seus representantes e eles, sem cobrança, vão atuar segundo seus próprios interesses. O povo NÃO GOVERNA de fato.Isso precisa mudar. Vejam como os últimos movimentos passaram a agendar os políticos acelerando processos.Mas é preciso encontrar formas de manifestação que não justifiquem a fúria repressiva. Atos criativos, com impacto político, com princípio , meio e dispersão programados.Que assim possam evitar ao máximo o conflito direto, diminuindo também a ação de grupos fascistas que sempre se aproveitam desses momentos para por fogo no circo.È preciso denunciar sistematicamente o despreparo do aparato policial que ainda não sabe como desempenhar seu papel democrático de proteger os manifestantes. A polícia deve cuidar da logística das manifestações garantindo proteção, rotas de fuga etc. Esse é o papel das polícias nas democracias e não baixar a porrada indiscriminadamente.O Brasil sem dúvida avançou nestes últimos anos e negar este fato é, no mínimo, ingenuidade. Se tomarmos só um parâmetro, o da mortalidade infantil que significa o direito à vida, vemos que , em 1970 , a cada mil nascidos morriam em torno de cento e vinte. Esta taxa baixou muito e hoje, para cada mil crianças que nascem , morrem em torno de dezenove. Isto é só um dado , dos mais significativos. Mas há muitos outros. Isso não significa que não tenhamos ainda um quadro lamentável de iniquidades que precisa ser corrigido. mas devemos reconhecer o que se melhorou, o que deu certo, para garantir a continuidade destes processos.